domingo, 3 de maio de 2015

NOVA PRINCESA BEBÊ NA INGLATERRA

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La no Reino Unido tanto luxo, tanta nobreza, e nao quebra nada. Deve ser porque no Brasil tem o reinado do PT que é grande e gasta mais que o trono da Inglaterra

sábado, 2 de maio de 2015

A Guerra de Renan contra Dilma

Por Josias de Souza

Renan Calheiros pertence a uma linhagem especial de políticos cuja primeira característica é considerar que todos são culpados pelas crises, exceto ele. Autoconvertido em aliado tóxico do governo, o presidente do Senado atribui a Dilma Rousseff suas desavenças com o Palácio do Planalto. Ele acusa a chefe do Executivo de envolvê-lo num enredo de intrigas. Em reação, tornou-se um truculento guerrilheiro legislativo.
Dilma reacendeu o pavio de Renan ao trocar o comando do Ministério do Turismo. Chefiava a pasta Vinicius Lages, afilhado político do senador. Entrou no lugar dele o ex-deputado Henrique Eduardo Alves, preferido do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Renan se diz incomodado com a falta de método de Dilma, não com a perda do ministério.
Em privado, Renan conta que, antes de exonerar Vinicius, Dilma chamou o ministro para uma conversa em seu gabinete. Elogiou-lhe o desempenho e informou que não cogitava desalojá-lo da pasta do Turismo. Fez isso por opção, não por pressão. “Eu não pedi nada”, diz Renan. A segunda característica do senador é o desprendimento. Munido de autocritérios, ele se considera um altruísta. É como se os cargos lhe caíssem no colo sem que ele os reivindicasse.
O problema é que Dilma já havia prometido o Ministério do Turismo a Henrique Alves, que passou a cobrar o compromisso depois que seu nome foi excluído do rol de suspeitos da Lava jato. Espremida, a presidente chamou Renan para uma conversa. Lero vai, lero vem intrigou-o com o vice-presidente.
Dilma dissera a Temer que mantinha Henrique Alves no freezer porque Renan guerreava pela permanência do afilhado político Vinicius Lages. Na conversa com Renan, alegou o oposto. Era Temer quem pegava em lanças pelo amigo Henrique. A presidente perguntou a Renan como deveria proceder para dissolver o impasse. O senador aconselhou-a a acionar a barriga.
Nessa versão, Dilma deveria acomodar Henrique Alves numa vice-presidência do Banco do Brasil. Coisa temporária. Duraria de 60 a 90 dias. Tempo suficiente para dissolver o impasse. A presidente refugou a sugestão de Renan. Alegou que Temer lhe dissera que ficaria desmoralizado se a troca de guarda do Turismo não fosse efetivada. Contou que Temer lhe exibira seis e-mails que recebera de Henrique Alves cobrando sua nomeação.
Submetido à intriga, Renan passou a enxergar inimigos em cada sala do Planalto, inclusive na de Dilma e na de Temer. Sua irritação aumentou na proporção direta do esforço empreendido pela presidente e seu vice para adulá-lo. O Planalto ofereceu cargos de consolação para Vininicus Lages. Renan preferiu alojá-lo no gabinete da Presidência do Senado.
Súbito começaram a gotejar no Diário Oficial da União nomeações de apaniguados de Renan. Um amanheceu presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Outro acordou diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Tudo isso num instante em que o presidente do Senado posava para os holofotes enrolado na bandeira da redução do número de ministérios e de cargos de confiança, nomeados sem concurso.
Renan explodiu à sua maneira. Intensificou as mordidas em Dilma sem exigir a demissão de nenhum de seus afilhados. E classificou o coordenador político Temer de gerente de Recursos Humanos, mero distribuidor de “cargos e boquinhas”. De aliado, o senador converteu-se numa espécie de líder informal da oposição. Ameaça virar do avesso o ajuste fiscal do governo, que tachou de “desajuste”.
O mais irônico é que os acessos de raiva de Renan causam vergonha e remorso no Planalto. A própria Dilma precisa explicar por que se empenhou tanto para fazer de Renan, em fevereiro, presidente do Senado pela quarta vez.
Dilma já sabia que, àquela altura, o aliado era um inquérito esperando na fila da Operação Lava Jato para acontecer. Também sabia que, alvejado por uma investigação no STF, Renan seria um político sujeito às suas vinganças. Dar-lhe mais autoridade era colocar a espada nas mãos de um furioso, era expor o governo a muitos inconvenientes. A guerrilha legislativa mal começou.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Bolsa Família é insuficiente e não substitui emprego, diz diretor de ONG internacional

BBC Brasil

Júlia Dias Carneiro e Luciani Gomes, da BBC Brasil no Rio de Janeiro

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O Brasil é um exemplo internacional no combate à pobreza, mas precisa ir além do Bolsa Família se quiser avançar na redução da desigualdade por um caminho sustentável, acredita o coordenador de Campanhas e Políticas da ONG ActionAid, Ben Philips. Programas de transferência de renda, ele diz, devem ser apenas parte de um pacote de medidas.

A Action Aid é uma organização não governamental internacional que luta contra pobreza, tem programas de patrocínio de crianças e bases operacionais em vários países, incluindo Brasil.

Philips elogiou o esforço do Brasil nos últimos anos e disse que o trabalho que foi feito no País, que tirou 36 milhões de pessoas da pobreza em dez anos, mostra que existem alternativas no combate à desigualdade social. Para ele — e ativistas de outras cinco importantes ONGs internacionais —, a concentração de riquezas é o principal entrave na luta por uma sociedade mais justa.

Em sua primeira visita ao Brasil, Philips passou cinco dias no Maranhão conhecendo comunidades atendidas por projetos da ONG em que trabalha e outros quatro dias no Rio de Janeiro. Conversou com especialistas, visitou a favela da Maré e disse que a diferença do Brasil em relação a outros lugares do mundo com problemas semelhantes é que "sempre há uma dança para se dançar, uma música para se ouvir, e tudo é feito com muita alegria".

Philips já trabalhou na Children's Society, Save the Children e Oxfam, é mestre em Estudos de Desenvolvimento pela Universidade de Haia e bacharel em História pela Universidade de Oxford.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil -A redução da desigualdade é um dos focos do seu trabalho. O que você esperava encontrar no Brasil?

Ben Philips - O Brasil é uma inspiração para o resto do mundo. Embora tenha uma longa história de desigualdade, é um dos poucos países que conseguiram reduzir a desigualdade através de políticas públicas nos últimos anos, enquanto em geral o problema só aumenta. Sete entre dez pessoas no mundo vivem em países onde a desigualdade está crescendo. O Brasil é um exemplo de que o governo tem a opção de agir. Se pudermos promover programas de proteção social, aumento do salário mínimo, investimentos em serviços públicos em outras partes do mundo, certamente veríamos uma redução da pobreza. Sei que pessoas aqui são muito críticas em relação ao país – e isso é ótimo, as pessoas precisam exigir mais. É importante não perder os avanços alcançados, pos sabemos que hoje há quem queira reverter esse progresso.

BBC Brasil - O principal programa de transferência de renda do PT é o Bolsa Família, que costuma ser criticado por muitos sob o argumento de que torna as pessoas dependentes e acomodadas. Como o senhor vê essa crítica?

Philips - Acho que há duas críticas comuns ao Bolsa Família, uma justa e outra injusta. Essa é a injusta: dizer que as pessoas estão ganhando dinheiro de graça, que é uma mesada, que estimula a dependência. Quem diz isso desconhece os efeitos da pobreza e o desespero causado por ela. O Bolsa Família não substitui um emprego, é um complemento de renda.

A crítica que faz sentido é que programas de transferência de renda nunca são suficientes para reduzir a desigualdade de forma sustentável. Eles são uma parte do pacote. Você tem que olhar para toda a equação de riquezas e garantir acesso a terra, melhores salários, ter uma política econômica que promova o emprego. É um pacote de medidas que faz com que as pessoas saiam da pobreza. E o pacote envolve, essencialmente, acesso a educação de qualidade, não apenas fundamental como também no ensino médio.

Os avanços no Brasil não vieram apenas com o Bolsa Família, envolveram um conjunto de políticas públicas. A estratégia deve continuar sendo Bolsa Família, e mais. Mas dizer que o programa é insuficiente, e, portanto, deve ser abandonado, não faz sentido. É uma piada cruel.

BBC Brasil - Dos encontros e conversas que o senhor teve nesses nove dias no Brasil, o que mais lhe chamou a atenção?

Philips - Uma das coisas mais interessantes foi que, no diálogo que tive com especialistas, os mesmos problemas ressaltados pelas comunidades que visitamos no Nordeste foram ressaltados. Ambos os grupos comentaram, cada um à sua maneira, que houve progresso na redução da desigualdade, mas que é preciso dar início a uma segunda fase desse processo, na qual é preciso dar acesso a políticas públicas de qualidade e combater a concentração de renda. Para os especialistas com quem conversei, a sociedade civil precisa pressionar o governo para que ele dê continuidade às ações de combate à pobreza.

BBC Brasil - O Brasil historicamente enfrenta o problema da falta de divisão entre o público e o privado, e o atual escândalo de corrupção da Lava Jato é mais um exemplo de recursos públicos sendo desviados para beneficiar um pequeno grupo privado. Isso não é mais um entrave para a redução da concentração de renda?

Philips - A corrupção é um problema internacional e sempre contrapõe interesses privados e do Estado. Às vezes, grandes grupos privados argumentam que, para evitar corrupção no governo, o Estado precisa encolher. Mas para reduzir a pobreza é necessário ter um Estado forte, que ofereça serviços públicos de qualidade e oportunidades igualitárias. Para evitar a corrupção, você precisa de forças que contrabalanceiem esse poder, precisa de um Judiciário e uma imprensa independentes – e você não tem mídia livre se uma pessoa é dona de todos os jornais e canais, era essa a Itália de (Silvio) Berlusconi – e de uma sociedade civil engajada.

Eu estive agora no Maranhão e vi uma coisa maravilhosa. Uma quebradeira de coco babaçu, que luta para poder coletar os cocos das árvores, é pobre, é avó, é descendente de escravos, em um evento da associação que conseguiu enfim trazer um representante do governo para conversar. E essa mulher gritou com esse homem, com o dedo em riste na cara dele, disse que ele nunca respondia aos convites do grupo de mulheres e leu uma carta para ele com suas reivindicações. Depois disse que ele não poderia deixar a reunião sem antes assinar a carta. Ele assinou e agradeceu à mulher. Em outros lugares do mundo você poderia ser preso por uma atitude dessas. A sociedade civil é forte no Brasil, e isso é um caminho para combater a corrupção.

BBC Brasil - Os protestos de 2013 no Brasil tiveram a ver com uma crise de representação na política. Hoje muitos não se sentem representados por um Congresso cada vez mais conservador, e com prioridades que muitas vezes atendem aos próprios interesses das bancadas parlamentares. Que papel o Congresso deveria desempenhar no desenvolvimento de boas políticas públicas?

Philips - Acredito que nunca se deve contar com políticos para atender a interesses populares. O poder financeiro vai sempre encontrar uma forma de falar mais alto. Então é preciso ser sempre fazer pressão e se manter atento. Os mecanismos para reduzir a pobreza não são desconhecidos.

Claro que "como fazer" é a questão complicada. Antes do governo Lula não havia existido um esforço comparável de se reduzir a desigualdade no país. Depois da ditadura, a democracia voltou mas as velhas elites nunca foram desafiadas: o grande capital, a grande indústria, as oligarquias. Não é uma questão de derrotá-los, mas sim de moderá-los. Criar um teto para a riqueza e um piso para a pobreza. Não é uma revolução, é uma questão de humanidade.

Houve progresso, mas ainda insuficiente. Agora há um risco de o país regredir, e a sociedade civil precisa se unir para pressionar autoridades a agirem de acordo com sua responsabilidade social.

BBC Brasil - Você fala em um risco de regredir – quais são os principais riscos?

Philips - Há o risco de que o governo perca a confiança. E então você entra em uma espécie de ciclo. Se o governo não conseguir se ater aos compromissos que assumiu e continuar os avanços feitos no período Lula, os movimentos sociais ficarão descrentes e se afastarão, e os poderes mais tradicionais que vinham perdendo um pouco de força vão exigir mais. Toda vez que o governo fizer uma concessão aos grandes interesses, isso só aumentará o apetite, mas não irá satisfazê-los. E então você entra em um processo em que o governo tenta satisfazer os grupos mais poderosos sem obter sucesso e afasta cada vez mais o povo. Esse é o perigo.

BBC Brasil - Cinco das principais ONGs do mundo (ActionAid, Greenpeace, Oxfam, Civicus e Aywid) uniram-se para apresentar um documento no Fórum Social Mundial na Tunísia. Qual era a mensagem?

Philips - Firmamos uma agenda comum que trata das principais questões com que trabalhamos: os direitos das mulheres, mudança climática, redução da pobreza, ampliação da democracia. A ameaça imposta pela concentração de renda está entrando no caminho dos esforços para combater a pobreza e de criar qualquer tipo de sociedade decente. É nesse contexto que o Brasil passa a ser tão importante. Porque o Brasil tem sido exemplo de uma alternativa (no combate à pobreza). Podemos dizer que, sim, há jeito, vejam como o Brasil está fazendo.

BBC Brasil - As metas do milênio são um dos grandes temas deste ano. Você acha que chegamos ao momento da discussão das próximas metas com a sensação de dever cumprido em relação a esta primeira etapa?

Philips - Houve progresso real, porém não no ritmo prometido. As metas do milênio eram para ser um mínimo, não um máximo. Dessa forma, o mundo não ter conseguido atingi-las representa um fracasso. Além disso, as metas foram definidas em relação a médias nacionais, e podem até ter sido atingidas em âmbitos nacionais, mas não foram atingidas pelos grupos mais pobres ou excluídos.

BBC Brasil - Para alguém que já visitou favelas no mundo todo, quais foram as duas impressões em sua primeira visita à uma favela carioca?

Philips - Já fui a inúmeras favelas pelo mundo e o que uma das coisas que há em comum entre elas é que geralmente são áreas de reputação ruim. Mas o que eu vi na favela da Maré foi pessoas trabalhando em lojas, salões de beleza, cafés, vendendo comida na rua; pessoas tentando ganhar a vida. E, claro, cidadãos voltando de um dia de trabalho na cidade. Acho que a verdadeira identidade das pessoas que moram na favela é infelizmente muitas vezes obscurecida pela imagem preestabelecida. E na verdade são pessoas que batalham para conseguir o melhor para elas e seus filhos. Assim que cheguei na Maré vi uma montanha de lixo. Tudo em um mesmo lugar, ou seja, a coleta é que não foi feita. Se fosse em uma das áreas privilegiadas da cidade, o fato de o lixo não estar sendo coletado como deveria seria tratado diferente.

domingo, 26 de abril de 2015

Mujica: Quem gosta de dinheiro tem que ser tirado da política'



Credito: BBC
Ex-presidente disse que uruguaios "não são afeitos à corrupção" e que tráfico de influência é "doença" no Brasil

Prestes a completar 80 anos, o ex-presidente uruguaio José Mujica diz que a corrupção afeta "a todos" na América Latina, mas que "quem gosta muito de dinheiro deveria ser afastado da política".
Em entrevista exclusiva à BBC Mundo, Mujica comentou a corrupção em países como México e Brasil, e afirmou que a "vontade de ter bens materiais" não se relaciona bem com o serviço público.
"Sempre disse aos empresários: se eu souber que pediram alguma propina a vocês e vocês não me avisaram, teremos uma relação péssima. Com essa declaração, não havia abertura para que me oferecessem nada."
"Se misturamos a vontade de ter dinheiro com a política estamos fritos. Quem gosta muito de dinheiro tem que ser tirado da política. É preciso castigar essa pessoa porque ela gosta de dinheiro? Não. Ela tem que ir para o comércio, para a indústria, para onde se multiplica a riqueza", declarou.
Agora senador, Mujica diz que não descartaria voltar à Presidência, caso sua saúde permitisse. Dá a impressão, no entanto, de que não acredita na possibilidade.
"Se eu tivesse o grau de saúde que tenho hoje, não teria nenhum problema. Mas estou quase com 80 anos, não acho que tenho idade adequada de resistir ao vaivém de uma Presidência."
O ex-presidente falou à BBC sentado sob uma árvore diante de sua casa nos arredores de Montevidéu. O ambiente tranquilo e silencioso, que sempre disse valorizar, agora é interrompido ocasionalmente pela chegada de crianças e adolescentes à escola rural que ele inaugurou recentemente do outro lado da rua.
Ele falou sobre narcotráfico e opinou sobre governos de outros países latino-americanos. Entre elogios a sua cadela Manuela ("o integrante mais fiel do meu governo") e comparações entre o mate argentino e o uruguaio, Mujica disse ainda que não considera ocupar um cargo internacional.
"Acredite, para mim seria uma tortura. Não sou afeito ao protocolo, não sou a pessoa mais indicada. Acho que as causas políticas têm muito fôlego e que é preciso incorporar gente mais jovem que nós, que nos supere."
'Doença' brasileira
"Algo doentio acontece na política brasileira", disse o ex-líder uruguaio sobre a cisão entre o governo de Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, e o Congresso eleito em 2014. "O Brasil é um país gigantesco e cada Estado tem sua realidade, com partidos locais fortes. Conseguir a maioria parlamentar no Brasil é um macramé (técnica de tecelagem manual) onde pedem uma coisa aqui, outra ali."
Para Mujica, o tráfico de influência é "uma tradição" no país, já que os governos "têm que fazer o impossível para conseguir a maioria parlamentar de alguma maneira".
"Não digo que os fins justificam os meios, quem diz é Maquiavel. O que digo é que isso é uma doença que existe há muito tempo na política brasileira."
Ao mesmo tempo, ele afirma que o poder dos presidentes na democracia representativa é relativo e, por isso, demora para que uma vontade do poder Executivo torne-se realidade. "Não se deve confundir governar com mandar. Existe o papel da persuasão e do convencimento. Um presidente deve se cercar de gente útil e de gente boa."
Mujica diz ainda que é preciso considerar o papel dos agentes externos ao governo na corrupção. "Para que haja corruptos, também deve haver um agente corruptor. Não nos esqueçamos disso." 
o Uruguai
BBC Mundo

E AGORA? Aliado do PT e ex-ministro de Dilma e LULA diz que o PT exagerou no roubo
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ex-ministro-de-lula-e-dilma-lupi-diz-que-pt-roubou-demais-e-se-esgotou,1676032

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Chico Buarque foi exilado nos anos 70 porque fez essa musica, mas nao precisava ser colonia de Portugal nao, so nao queremos ser colonia da Venezuela nem da Bolivia nem de Cuba.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

CAVALGADA DAS SERRAS PATU A MARTINS TEM SUA 3A EDIÇÃO

Estando na 3ª edição, o evento Cavalgada das Serras, realiza a ligacao entre as serras de Patu e Martins. Foi  realizado no  dia 15 de novembro de 2014, a 3ª Cavalgada das Serras, com saída de Patu, às 07 hs e 30 min, de frente ao Módulo Esportivo com destino a Martins e contou com mais de duzentos participantes entre cavaleiros e amazonas. A Cavalgada passa pelo Sitio Maniçoba em Rafael Godeiro onde ocorreu o primeiro bate-sela na residencia do prefeito de Rafael Godeiro Dr Abel Filho, depois seguiu ate Lucrecia onde ocorreu o segundo bate-sela na residencia de Seu Amaro Bandeira (in memoriam) representado por seu filho Walter Araujo, prefeito de Lucrécia. O organizador do evento tem um nome de tradiçao que nao precisa mais explicações, trata-se do ex-deputado Patricio Junior esposo da prefeita de Martins, Olga Fernandes.
CAVALGADA DAS SERRAS 2014

       O SÍMBOLO E A BANDEIRA

Saida de Patu
                               SAIDA DE PATU

St Maniçoba
                   BATE-SELA NA MANIÇOBA    

Lucrecia
                   BATE-SELA NA LUCRECIA
13.1 13
      S U B I D A       P E L A       1 3      D E        M A I O

Cheg Martins
        CHEGADA EM MARTINS

   Seguindo em frente, a cavalgada este ano teve uma novidade que exatamente entrou no municipio de Frutuoso Gomes chegando ao Sítio Pe de Serra do Geraldo, com o terceiro bate-sela na casa de Antonio de Zuca onde houve todo o apoio e presença do prefeito de Frutuoso Gomes, Dr Lucidio Jacome. A subida foi então feita pela 13 de maio, tornando o percurso a menor 05 km e segundo o idealizador do evento foi bem melhor, trazendo menos riscos para os animais do que em anos anteriores pela ladeira do trapiá. A chegada em Martins se deu pelo sítio Jacu exatamente encontro da 13 de maio com a cidade de Martins, proximidades do Mirante da Carranca e chega por uma estrada por tras do Hotel Serrano. O forró pé-de-serra acompanha nos bate-selas e no final em Martins todos sao recebidos pela populacao e novo forró é realizado no mercado público.
Estiveram presentes ainda os prefeitos Dr. Abel (Rafael Godeiro), Artur Targino (Messias Targino) e Titico Araújo (Tenente Laurentino Cruz), que participavam da cavalgada.
Este é mais um evento de cunho cultural, de resgate das tradições nordestinas, além de representar um incremento para o turismo local, sendo ainda uma grande festa de confraternização dos amantes das cavalgadas.  E neste ano trouxe ao conhecimento dos cavaleiros e amazonas as bonitas curvas da subida da 13 de maio, assim como revivemos um passado com o Sítio Pe de Serra, com igreja construida no inicio do seculo, casario antigo, pqueno o vilarejo mas de gente humilde e receptiva.

A CAVALGADA EM FRUTUOSO GOMES:

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O evento foi realizado pela Prefeitura de Frutuoso Gomes, através da Secretaria Municipal de Cultura. Os integrantes da Cavalgada, começaram a chegar à residência do Senhor Antônio de Zuca, também cavaleiro participante do percurso, por volta de 14hs e 30 min. Os mesmos foram recepcionados pelo Prefeito Dr. Lucídio Jácome, a Primeira Dama Zilna, a Secretária Janda e seu esposo Luiz, além da comitiva de Secretários do município, Vereadores e demais autoridades frutuosenses, bem como os donos da residência, o Senhor Antônio de Zuca, já mencionado, e sua esposa, Dona Maria do Socorro Dias. 
Em sua fala o Prefeito Dr. Lucídio, expressou sua felicidade em dar apoio incondicional ao Evento, pois o mesmo era um resgate e valorização da cultura local que proporcionava emoção aos adultos e conhecimentos as crianças, adolescentes e jovens. Para Dr. Lucídio a cavalgada além de ser um evento de grande beleza, proporciona lazer, cultura e quase nenhum risco aos participantes e convidados. Na oportunidade o mesmo autoriza a Secretária Municipal de Cultura, Gorete Torres, a incluir o bate-sela no calendário da cultura municipal, e mais uma vez reforça o seu apoio ao evento.
A Secretária de Cultura, Gorete Torres, organizou o evento juntamente com seu esposo, o qual é o atual Presidente da Associação Rural do Pé de Serra, Gilvan Pereira. Ao discursar para os presentes, Gorete Torres afirma a imensa felicidade de ver um grande evento como esse em sua comunidade (a secretária é natural do Sítio já mencionado). Ao se referir, especificamente, ao I BATE-SELA a Secretária diz: “A felicidade é tripla: ter oportunidade de organizar um grande evento de resgate e valorização cultural; esse evento ter sido em minha terra natal; o evento ter sede na residência de meus padrinhos”. A mesma agradece a presença de todos e a colaboração de muitas pessoas e diz esperar todos no próximo ano. 
Após os discursos, o I BATE-SELA segue regado de muito forró pé de serra com a presença de sanfoneiros visitantes e também da própria comunidade. Somente por volta de 16hs e 30min é que a III CAVALGADA DAS SERRAS seguiu rumo à cidade de Martins.
FOTOS:
 

Fala do prefeito Dr. Lucídio Jácome ao lado de Patricio, Pref Artur e Jatão
 

Antonio de Zuca,Patricio,Jatão, Prefeito Lucidio, Zilna, secretárias, e vereadores Clezio e Gilvan Pereira


Os Cavaleiros e Amazonas chegaram à Princesa do Alto Oeste por volta das 18 horas, momento que percorreram as principais ruas da cidade até a Igreja Nossa Senhora do Rosário, onde os participantes foram abençoados pelo Pároco da cidade, o Padre Póssidio Lopes. Em seguida, já no mercado público, a Prefeitura de Martins ofereceu aos participantes jantar e música ao vivo, com o artista Francisco Ferreira, tornando a noite ainda mais agradável e hospitaleira.
A Prefeita de Martins, Olga Fernandes, o Prefeito de Rafael Godeiro, Abel Filho, de Tenente Laurentino, Titico, de Messias Targino, Artur Targino, o Vice-Prefeito de Lucrecia, Raimundinho Duarte, e demais políticos participaram do evento.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

FALANDO DA ESTRADA 13 DE MAIO

        
A ESTRADA, O TREM, A TREZE E O COMERCIO

          Quem mora nos sopés da Serra do Martins a 760 mts de altitude jamais poderia deixar de falar que existe uma estrada histórica com 72 curvas e um único pontilhao de 8 metros na divisa dos municipio de Martins e Frutuso Gomes, a estrada 13 de maio, concluida em maio de 1931, e para falar sério, teve o patrocinio único do Coronel Demetrio do Rego Lemos, Coronel reformado do Exército que residia no Rio de Janeiro e enviava para o seu sobrinho Dr. Pelópidas Fernandes de Oliveira, então Juiz de Direito da Comarca. , todo o orçamento para a realizacao dos serviços da estrada que custou na época 40 contos de réis. Inaugurada no dia do  aniversário de Dr Pelopidas. E por coinicidencia o Cel Demetrio Lemos faleceu no dia 13 de maio. São 7 km em serra (dentro do municipio de Martins 6 km) e 6 km em terra firme (no municipio de Frutuoso Gomes. Pra falar a verdade são 13 a 14 km de Frutuoso Gomes até o Jacu entrada de Martins, portanto ate o numero 13 esta na quilometragem.
.       O objetivo da construção da rodovia foi o intercambio comercial entre Martins e Mineiro (hoje Frutuoso Gomes)visto que em Mineiro havia a estacao de trem e daí havia todo o trafego de passageiros e cargas para Mossoró. E fluia por essa estrada uma imensa quantidade de carros na época principalmente jeeps e rurais, que eram o taxi da época, como era conhecido o de Seu Ze de Doquinha. E tambem era frequente o comercio de farinha de mandioca, de frutas da serra principalmete a jaca, isso vinha para Mineiro e regiao e ate para Mossoró. E assim o comercio das duas localidades cresciam uma recebendo e deixando passageiros do trem que vinha de Mossoró e a outra com sua beleza de serra que é Martins.
Hoje após varias decadas sem trem, o ultimo passou em 1992, reformamos a estacao de Mineiro, aonde pretendemos implantar um vagao com museu e restaurante. Sabemos que houve interesses em epocas passadas que atrapalharam um pouco a recuperacao dessa estrada. Principalmente pelas divergencias com o municipio de Lucrecia na época Vagner Araujo Secretario planejava a rota da estrada por Lucrecia e pela Serra Nova. De outro lado Gilvan Carlos intervia em seguir mesmo o trajeto historico da 13 de maio. Felizmente, a estrada nao saiu, mas valeu a intencao dos dois lideres da epoca.

Vista pelo Google Earth veja so o labirinto das 72 curvas


O APITO DA MARIA FUMAÇA:
O Apito do Trem
Download "O Apito do Trem" at MadRingtones.org





APITO DA MAQUINA A DIESEL: MAIS RECORDAÇOES DO TREM: ULTIMA VIAGEM DO TREM SAINDO DE MOSSORO NOS ANOS 90:




TABELA DE PASSAGENS, DISTANCIAS E PREÇOS DE UMA ESTAÇAO A OUTRA:




 AS TRILHAS....

Denominado Enduro das Serras, os jiperos introduziram a rota da 13 de maio para subidas pela curvas ingremes que assustam qualquer motorista, mas era a aventura. 

Acrdito que a I Trilha foi em 2006 que contou com quase 100 jipeiros, inclusive muitos cearenses, e que teve o grande incentivo e idealismo do tambem jipeiro e Secretario de Estado da época Vagner Araujo.Vamos relembrar algunmas fotos desta aventura.

Presença do Secretario Vagner Araujo

As aventuras do Rally na 13 de maio

Seu Amaro Bandeira e Dona Maria pais de Vagner grande lider de Lucrecia.


Duas outras travessias perigosas do trecho da 13 de maio


Em 2011, em uma das etapas
desse conhecido Rally que quando Secretario Vagner Araujo sempre participava, era uma verdadeira emoçao, como relata o reporter do jornal O Mosoroense. Não haverá parada em Olho D'Água. Os competidores devem seguir direto para a cidade de Rafael Godeiro, passando em Almino Afonso, Lucrécia e chegando em Frutuoso Gomes, quando começa o último e grande desafio dos competidores: subir a Estrada 13.

A Estrada 13 de maio foi construída no século passado, pelo coronel de exército Demétrio Lemos. Essa rodovia é considerada o trecho mais perigoso, do ponto de vista técnico. Segundo Cláudio Garcia, que já fez essa trilha várias vezes, os competidores precisam ter cautela para não perder o controle das máquinas e se acidentar. A rodovia interliga as cidades de Frutuoso Gomes e Martins, destino dos competidores durante a corrida.

Cláudio Garcia calcula que a chegada em Martins será no final da tarde. À noite, a organização do evento vai entregar a premiação aos vencedores.

Vamos relembrar atraves do site Jipeiros em Movimento, uma parte desta trajetoria 

Na próxima reportagem traremos as cavalgadas e ai entraremos no assunto de como poderemos unidos os municipios de Martins e Frutuoso Gomes, conseguir resgatar este sonho que foi um pouco esquecido e como nao, sonhar com um roteiro das serras como existe em Gramado no Rio Grande do Sul.



sábado, 18 de abril de 2015

Meditações

  1. Já viu alguém reagir mal quando lhe apontam um erro? As pessoas que reagem dessa maneira não costumam lançar as acusações de volta para quem lhes apontou o erro? A pessoa que reage mal e acusa os outros é aquela que se sente acusada. Sempre que sente uma acusação, reage dessa maneira. Isso é o que acontece com quem julga: reage àquilo de que a própria consciência acusa. Quando vê um pecado em alguém do qual ele mesmo sofre de uma forma ou de outra, reage julgando. É um mau espírito de auto-defesa da imagem que criou dele próprio. Sempre que é acusado pela própria consciência reage mal a essas acusações. Julgar não é nada mais e nada menos que a defesa de uma imagem e de uma semelhança de 'santidade' que não existe em quem julga. O acusado tem de parecer santo ou os outros precisam parecer pecadores maus. Os julgamentos são reações venenosas de quem se sente acusado dos pecados que vê em alguém.
  2. A Bíblia diz que até um tolo, quando se cala, parece sábio. Isso significa, então, que até um sábio, quando fala por falar, parece tolo.