sexta-feira, 31 de julho de 2015

QUE INVEJA!

Falta de prisioneiros faz Suécia fechar quatro prisões 

Políticas baseadas na reabilitação contribuíram para a queda no número de presos
Suécia fecha quatro prisões e um centro de detenção preventivaWikimedia Commons
A Suécia teve uma queda no números de presos do país nos últimos dois anos e decidiu desativar quatro prisões e um centro de detenção preventiva.  
O chefe dos serviços prisionais e de liberdade condicional da Suécia, Nils Öberg, explica que o números de prisioneiros  vem caindo cerca de 1% ao ano desde 2004, e entre 2011 e 2012 a queda foi de 6%. 
De acordo com o jornal The Guardian, uma explicação parcial para essa queda pode ser atribuída a recente adoção de políticas mais liberais baseadas na reabilitação de prisioneiros e em penas mais brandas para pequenos crimes e prisões relacionadas às drogas. 
Öberg disse que, embora ninguém saiba ao certo o por quê dessa queda, ele espera que a forte ênfase na reabilitação de prisioneiros tenha desempenhado um papel significativo.

domingo, 26 de julho de 2015

Oito invenções médicas de baixo custo que podem salvar milhões de vidas


Aparelhos simples que auxiliam partos complexos e diagnóstico instantâneo da malária são algumas das recentes inovações que custam pouco, mas podem solucionar grandes problemas.

Uma camisinha que impede que a mulher sangre até a morte no parto e uma caixa mecânica que detecta parasitas da malária em questão de segundos são algumas das recentes inovações médicas que custam pouco, mas podem solucionar grandes problemas - e salvar muitas vidas.

Trinta dessas inovações foram compiladas pelo Innovation Countdown 2030 (IC2030), uma iniciativa para identificar tecnologias de alto impacto que têm potencial de transformar o mundo nos próximos 15 anos, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e da Agência Americana de Desenvolvimento Internacional, entre outros grupos.
A iniciativa visa difundir essas inovações, mas a produção em grande escala e a liberação de patentes muitas vezes emperram essa popularização.
Conheça oito produtos que são capazes de revolucionar a saúde global e prevenir milhões de mortes:
1 - Embalagem de nylon auxilia partos complexos
Embalagem de nylon auxilia partos complexos  (Foto: Science Ministry of Argentina/BBC)
Desenvolvido originalmente pelo mecânico de carros argentino Jorge Odón, este gadget de baixo custo é usado para ajudar etapas finais de partos em circunstâncias difíceis, período em que complicações podem levar à hemorragia da mãe e a traumas no recém-nascido.
O "Odón Device" - uma embalagem de polietileno que é envolta e inflada ao redor da cabeça do bebê - é mais segura e simples de usar do que um fórceps ou um extrator a vácuo, fazendo dele uma boa alternativa para agentes de saúde menos treinados. Como ele vem dobrado em pequenos sachês, também é facilmente transportado a áreas remotas.
2 - Caixa torna água segura para beber
Caixa torna água segura para beber (Foto: Zimba/BBC)Caixa torna água segura para beber (Foto: Zimba/BBC)
O clorador Zimba é uma resposta à crise da água em países em desenvolvimento e está sendo testado em residências na Índia, em Bangladesh e no Nepal.
A grande caixa azul tem um compartimento previamente carregado como uma solução de hipoclorito de sódio - água sanitária, em outras palavras.
Quando o aparelho é conectado a uma fonte de água, a pressão do líquido desencadeia a liberação da quantidade adequada de cloro para desinfetar a água.
Especialistas calculam que a solução simples pode salvar a vida de até 1,5 milhão de crianças até 2030.
3 - Camisinha e cateter salvam vidas de mulheres
Camisinha e cateter salvam vidas de mulheres (Foto: Massachusetts General Hospital/BBC)Camisinha e cateter salvam vidas de mulheres (Foto: Massachusetts General Hospital/BBC)
Uma camisinha conectada a um cateter forma uma solução barata encontrada pelo Hospital Geral de Massachusetts (EUA) para reduzir o enorme número de mulheres que morrem ao dar à luz: uma a cada dois minutos no mundo, segundo a ONG Saving Lives at Birth.
O kit, que conta com materiais acessíveis, tem o objetivo de conter graves hemorragias no pós-parto e está sendo usado, atualmente, no Quênia e em Serra Leoa.
Funciona assim: a camisinha é inserida no útero e inflada com água filtrada através do cateter, criando pressão para interromper o sangramento.
4 - Respirador vertical para recém-nascidos em perigo
Respirador vertical para recém-nascidos em perigo (Foto: Laerdal/BBC)Respirador vertical para recém-nascidos em perigo (Foto: Laerdal/BBC)
Um a cada dez recém-nascidos do mundo tem problemas respiratórios imediatamente após nascer. Um ressucitador neonatal reutilizável e fácil de montar foi criado para prevenir mortes em locais carentes, onde muitas vezes não há equipamentos adequados para ajudar os bebês a respirar.
O aparelho consiste em um bulbo que, ao ser pressionado pelo agente de saúde, infla os pulmões do bebê inconsciente. O design vertical é uma novidade, cujo objetivo é melhorar a adequação do produto e permitir que o máximo de ar seja aproveitado.
5- Anticoncepcionais injetáveis em dose única
Anticoncepcionais injetáveis em dose única (Foto: PATH Will Boase/BBC)Anticoncepcionais injetáveis em dose única (Foto: PATH Will Boase/BBC)
Contraceptivos injetáveis já são um dos métodos mais populares de prevenção da gravidez em países em desenvolvimento, mas a técnica até o momento não é amplamente disponibilizada à população fora de hospitais.
Agora, um anticoncepcional de dose única que vem embalado com uma agulha - para ser aplicado sob a pele - está sendo distribuído em Burkina Faso, Níger, Senegal e Uganda.
Uma dose garante três meses de proteção, e especialistas afirmam que ela pode ser aplicada com treinamento mínimo. Ou seja, o produto pode até ser aplicado pelas próprias mulheres, em casa.
6 - Malária pode ser diagnosticada em 1 segundo
Malária pode ser diagnosticada em 1 segundo (Foto: Disease Diagnostic Group)Malária pode ser diagnosticada em 1 segundo (Foto: Disease Diagnostic Group/BBC)
A epidemia global de malária totaliza quase 200 milhões de casos por ano, e a doença coloca em risco 3,3 bilhões de pessoas no mundo.
A detecção precoce é crucial, e uma caixa portátil pode ser uma importante arma nesse aspecto. Trata-se do aparelho Rapid Assessment of Malaria (RAM, ou rápida avaliação de malária), desenvolvido em 2014 pela empresa Disease Diagnostic Group.
O equipamento usa campos magnéticos e luz para detectar parasitas da malária - método mais simples do que aqueles que se baseiam em reagentes sensíveis à temperatura e também mais rápido, já que a análise de uma amostra de sangue pode levar um ou dois segundos.
7- Um check-up da visão sem a necessidade de especialistas
Um check-up da visão sem a necessidade de especialistas (Foto: Forus Health/BBC)Um check-up da visão sem a necessidade de especialistas (Foto: Forus Health/BBC)
A maioria das 300 milhões de pessoas cegas ou que sofrem de perda significativa de visão vivem em países de baixa renda, sobretudo na Ásia. E a incidência desses problemas tende a crescer, ante o envelhecimento da população global.
Por isso, especialistas acreditam que é crucial ampliar o acesso ao diagnóstico e torná-lo mais portátil.
Um aparelho identifica sinais precoces de problemas oculares, mas com novidades em relação a equipamentos semelhantes: ele é fácil de ser transportado e pode ser operado por um técnico com treinamento mínimo, que deve, então, arquivar os resultados dos exames para que eles sejam analisados remotamente, via internet, por um oftalmologista.
8 - Detector avalia risco de pré-eclâmpsia
Detector avalia risco de pré-eclâmpsia (Foto: Courtesy of Dawid de Greeff and Kings College London/BBC)Detector avalia risco de pré-eclâmpsia (Foto: Courtesy of Dawid de Greeff and Kings College London/BBC)
Uma em cada 20 mulheres sofre de pré-eclâmpsia, condição associada ao aumento extremo da pressão sanguínea em uma etapa da gravidez, colocando a mãe sob risco de convulsões. E muitas mães só são diagnosticadas quando é tarde demais.
Ao custo de US$ 20, o Microlife Vital Signs Alert (VSA) é um aparelho portátil que calcula o risco da paciente de entrar em choque e alertar caso ela precise de tratamento urgente. O equipamento está sendo testado em sete países africanos e asiáticos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

MINISTRO DA INTEGRAÇAO GILBERTO OCCHI DIZ QUE PROXIMO ANO SAO FRANCISCO CHEGA AO RN
Durante o seminário em Mossoro, em 29 de junho passado, o ministro Gilberto Occhi, detalhou o projeto de transposição, que acontecerá por  meio da integração de bacias hidrográficas, principalmente nos  municípios que sofrem com a escassez de água no Nordeste. Esses municípios vão ganhar mais segurança hídrica para enfrentar os anos de seca, conforme assegurou o ministro.
Ele garantiu que as obras devem se tornar realidade no Rio Grande do Norte já no próximo ano, sem o risco de sofrer falta de verba federal em função do ajuste financeiro e fiscal que o governo está adotando.

SITUAÇÃO HIDRICA NO RN
O agravamento da crise hídrica também preocupa o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, José Mairton Figueiredo França. Ele afirmou que, nos últimos quatro anos, os 47 reservatórios hídricos do estado chegaram à marca de 37% da capacidade hídrica. São ao todo 153 cidades em emergência; 11 municípios em colapso – “sem água nas torneiras” – e 12 abastecidos por meio de carros-pipa, conforme o secretário.





Deputados do RN visitam obras de transposição do Rio São Francisco

Parlamentares se reuniram com representantes da Paraíba em busca de medidas contra a seca

Parlamentares dos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba visitaram obras de combate à seca.
A Frente Parlamentar da Água segue trabalhando na discussão e cobrança de ações efetivas de combate à seca no Rio Grande do Norte. Os deputados Ezequiel Ferreira (PMDB), Galeno Torquato (PSD), Gustavo Fernandes (PMDB) e George Soares (PR), integrantes da Frente, visitaram nesta sexta-feira (17) as obras de transposição do Rio São Francisco em trecho que inclui os municípios da Paraíba.  

Os parlamentares se juntaram ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Paraíba, João Henrique, e ao presidente da Frente de Combate aos Efeitos da Seca no estado paraibano, Jeová Campos (PSB), com o objetivo de integrar os projetos do dois estados e intensificar os pleitos junto ao Governo Federal e ao Ministério da Integração.

“A união das bancadas e o desejo de ver o Nordeste se tornar prioridade na agilidade dessa obra é a nossa missão. Esse é o primeiro passo. Iremos ainda a Pernambuco e Ceará para fortalecer essa luta, que é um grito de 40 milhões de nordestinos”, disse o presidente da Assembleia potiguar, Ezequiel Ferreira.

No município de São José de Piranhas, a comitiva percorreu as obras do canal (2km) e túnel (15km) responsáveis pelo transporte da água que chegará pelo estado do Ceará à Paraíba, com destino a barragem de Boa Vista, com capacidade de 300 milhões/m³. Em Cajazeiras, os deputados visitaram as obras da barragem de Caiçara, com vazão de 50 milhões/m³, que irá distribuir a água para o reservatório Engenheiro Ávidos e, em seguida, para o Rio Grande do Norte por meio do Rio Piranhas-Açu.

“Viemos conhecer o andamento dessa volumosa obra tão importante para o Rio Grande do Norte e para o Nordeste. Temos que nos unir para reivindicarmos do Governo Federal ações imediatas para essa grande crise hídrica que a região está vivendo”, declarou o presidente da Frente Parlamentar da Água, Galeno Torquato. "O andamento das obras na Paraíba refletem no Rio Grande do Norte. Estamos acompanhando de perto estes serviços", complementou o deputado Gustavo Fernandes.

No entendimento dos participantes da visita, a unificação do discurso e definição de prioridades comuns aos estados são importantes para fazer com que o Governo Federal tenha informações precisas sobre as maiores necessidades dos estados afetados pela crise hídrica.

“Queremos mobilizar a classe política do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco para forçar o Governo Federal a, dentro dos cortes atuais, não fechar muito as portas para as obras de transposição do São Francisco”, explicou o deputado George Soares.

Durante o encontro, que contou também com a presença do prefeito Domingos Neto (São José de Piranhas), os parlamentares assinaram um requerimento direcionado ao ministério da integração solicitando providências para a conclusão das obras.

“Precisamos diminuir as distâncias. Selamos hoje um caminho que espero que nos leve diretamente à presidente Dilma para clamarmos pela conclusão das obras de transposição do São Francisco”, disse o deputado paraibano Jeová Campos.



Entenda a transposição
A transposição é composta por dois grandes eixos de distribuição. O Eixo Leste, que percorre uma distancia de 200 km, a partir da Barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE), que beneficiará os estados da PB e PE; E o Eixo Norte, que percorrerá cerca de 400 km, com ponto de captação de águas no município de Cabrobró (PE), chegando à PB, PE, CE e RN.
A capitação de águas será feita através do bombeamento até grandes reservatórios, dos quais as águas serão distribuídas através de canais e ramificações de modo que cheguem até aos leitos dos rios que percorrem os estados contemplados.
No caso do RN, a capitação das águas do São Francisco será feita através do açude Coremas/Mãe d’Água na (PB), onde é feito o represamento das águas do Rio Piranhas-Açu, que banha os estados da PB e RN.

domingo, 19 de julho de 2015

'Epidemia' de cesáreas: por que tantas mulheres no mundo optam pela cirurgia?

Índice de partos cirúrgicos acima dos 15% recomendado pela OMS não é um problema exclusivo do Brasil e normalmente está associado a hábitos culturais e sociais.

Índice de cesáreas por país (Foto: Arte/BBC)

Entraram em vigor na semana passada no país novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para estimular a realização do parto normal na rede de saúde particular e conscientizar gestantes sobre os riscos representados pela cesariana..
Agora, gestantes precisarão assinar um termo de consentimento sobre os perigos da cirurgia para que o plano de saúde cubra seus custos. Por sua vez, seguradoras terão de informar a taxa de cesáreas e de partos normais dos médicos e hospitais quando solicitadas pelo cliente.Atualmente, mais da metade dos bebês brasileiros nascem desta forma - um índice que chega a 84,6% na rede particular -, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão recomenda que a taxa fique entre 10% e 15% dos partos.As medidas buscam fazer com médicos tenham um papel mais ativo para informar mães sobre os benefícios e prejuízos da cesariana na hora da tomada de decisão sobre o tipo de parto. E, assim, combater a chamada "epidemia de cesáreas" no Brasil, país líder em partos realizados por meio de cirurgia no mundo.
A cirurgia é cada vez mais simples e segura e pode ser necessária para salvar gestante e bebê quando é identificado riscos na realização do parto normal. Mas a cirurgia ainda implica em perigos, e o número de cesarianas feitas por opção da mãe, sem recomendação médica, vem aumentando - um problema que não é exclusivo do Brasil, como mostram as áreas em vermelho do mapa acima.
Hoje, a cesariana é a cirurgia mais comumente realizada em todo o mundo.
"Com 35 anos de experiência, vi o número de cesarianas crescer de forma significativa nos últimos 10 anos. Precisamos estar atentos a isso, para garantir que ela seja realizada em mulheres que precisam da cirurgia, mas que não haja um abuso", diz Marleen Temmerman, diretora do departamento de saúde reprodutiva da OMS.
Debate
Desde que órgão estabeleceu os níveis considerados aceitáveis para cesarianas, em 1985, o número de cesarianas eletivas passou a ser motivo de debate acalorado.

Estudos mostraram que, quando a cesáreas são cerca de 10% do total de partos de um país, a taxa de mortalidade entre recém-nascidos e suas mães cai, porque isso significa que mais mulheres têm acesso a esta operação que pode salvar suas vidas.
Mas não há evidências de que a mortalidade seja reduzida ainda mais quando o índice ultrapassa 15%, como ocorre em muitos países.
O Brasil e a República Dominicana lideram o ranking de cesáreas no mundo, com 56% dos partos ocorrendo por meio de cirurgia. Depois, vêm Egito (51,8%), Turquia (47,5%) e Itália (38,1%).
México, Irã e Estados Unidos também registram mais nascimentos por cesárea que o recomendado.
A China não está no topo da lista - só 25% dos nascimentos são cesarianas -, mas 32% destes partos não têm justificativa médica, o que o torna o país com o maior número de procedimentos deste tipo feitos de forma desnecessária.
Mas como a cesariana tornou-se o padrão em vez da exceção em tantos países pelo mundo?
Razões culturais
As razões variam de acordo com cada nacionalidade, mas em sua grande maioria têm a ver com práticas culturais.

No caso brasileiro, por exemplo, especialistas apontam que, antes de ser regulamentada nos anos 1990, a cesárea era vista como um procedimento "dois em um", porque permite realizar também a esterilização da mulher, tornando-se uma opção para aquelas que não queriam mais ter filhos.
Hoje, a opção por este tipo de parto se dá por ser mais conveniente para os médicos, que podem se programar para a cirurgia em vez de receber uma ligação inesperada no meio da noite e ter de passar horas acompanhando o trabalho de parto.
Da mesma forma, um mesmo médico pode realizar várias cesarianas em um mesmo dia, o que as torna mais lucrativas que o parto normal.
"A mensagem enviada pela comunidade médica é que a cesariana é uma forma de parto mais moderna e higiênica, enquanto o parto normal é feio, primitivo e sujo", diz Simone Diniz, do departamento de saúde pública da Universidade de São Paulo (USP).
Diniz acredita que muitas mulheres sentem-se pressionadas para optar pela cirurgia por seus médicos e enfermeiras, criando uma "máquina de fazer dinheiro" na indústria em torno dos partos.
O mesmo ocorre em outros países no topo do ranking da OMS.
'Medo da dor'
Na Itália, por exemplo, uma pesquisa revelou que as cesáreas eram escolhidos por "medo da dor" do parto normal e porque são vistas como "menos traumáticas", por envolver menos sangramento e menos riscos para o recém-nascido. Assim, torna-se uma questão de preferência pessoal, que gera uma sensação de empoderamento da mulher gestante.

O estudo, publicado no periódico científico BMC Pregnancy and Childbirth, em 2013, também revelou que 33% das mulheres consultadas optariam pela cirurgia por causa da ausência da anestesia peridural para o parto normal.
"É uma questão de política de saúde pública", diz Ana Pilar Betran, médica da OMS que estudou o caso italiano. "O sistema não garante a disponibilidade contínua da anestesia em todos os centros de partos."
Em outros países, a obsessão com o corpo tem um papel importante. Muitas mães que passam por partos normal sofrem cortes vaginais cirúrgicos, ou episiotomias, para facilitar o nascimento do bebê - uma prática que é fortemente questionada por quem defende o parto normal.
"Algumas mulheres optam pela cesariana para preservar o aspecto 'lua de mel da vagina'", diz Temmerman.
A necessidade de se manter sexualmente atraente também é um forte motivo por trás do alto número de cesáreas em países da América Latina como México, República Dominicana, Chile e Argentina, afirma Diniz.
Em países como os Estados Unidos, em que erros médicos podem levar a indenizações milionárias, o medo de ser responsabilizado legalmente caso algo saia errado com o parto normal faz com que médicos tendam para o parto cirúrgico.
Crenças populares
Já na China, a alta taxa de cesarianas desnecessárias ocorre porque mães buscam ter seus filhos em datas específicas, que, segundo crenças populares, poderão beneficiar os bebês.

As famílias chinesas também costumam estar presentes durante o momento do parto. Então, a cesárea acaba sendo escolhida para planejar melhor o que se torna um evento social entre os parentes da gestante.
Na outra ponta deste cenário, países africanos, como Niger, Etiópia e Burkina Faso, registram menos de 2% dos partos realizados por meio de cirurgia. Isso está relacionado ao acesso precário a um sistema de saúde adequado.
Entre os países com o nível desejado de 15% de cesarianas, encontra-se a Holanda, onde a tendência crescente de partos realizados em casa, com uma abordagem mais natural, sem anestesia e com o apoio de parteiras em vez de médicos, provou-se uma boa forma de conter o aumento dos partos cirúrgicos, apontam especialistas.
Hoje, cerca de 65% dos partos feitos no país ocorrem em casa, o que faz com que a incidência de cesáreas eletivas seja bem pequena.

Liberar maconha zerou mortes ligadas à droga, diz secretário uruguaio



Em audiencia publica no Senado, o Secretario nacional de Drogas do Uruguai, Julio Heriberto Calzada, defendeu nesta segunda (2) em Brasilia, a regulamentação da maconha sob o argumento de que, apos a liberacao, o seu pais reduziu a ero as mortes ligadas ao uso e comercio da droga.
"Hoje nao temos nenhuma morte relacionada com a maconha. Temos a convicção de que um país com cidadania plena é o que convive melhor", afirmou, sem porem apresentar   mais números. A legalização da produção, distribuição e venda da maconha no país foi decretada pelo presidente uruguaio, José Mujica, há menos de um mês, no dia 6 de maio.
Desde então, os consumidores - maiores de 18 anos, residentes no país e inscritos como usuários - podem comprar até 10 gramas semanais de maconha, nas farmácias autorizadas.

Marchas da maconha pelo Brasil e pelo mundo

Calzada disse ainda que a legalização da maconha pode levar ao aumento do número de usuários num primeiro momento, mas, em combinação com outras políticas públicas, poderá modificar padrões de consumo e levar ao êxito na redução de usuários.

Ele participou de um debate na Comissão de Direitos Humanos que servirá para embasar relatório do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) sobre uma proposta de iniciativa popular para definir regras para a liberação e a regulação da maconha.
Após exame inicial da CDH, se considerada admissível, a proposta de iniciativa popular é convertida em projeto de lei e passa a tramitar nas comissões indicadas pela Mesa do Senado.
Segundo o secretário, o Uruguai, após mudança na sua legislação, passou a assegurar o acesso legal à maconha por meio de autocultivo, com até seis pés por cada moradia, além da participação de clubes de cultivo, com 15 a 45 membros ou pela aquisição a partir de um sistema de registro controlado pelo governo.
Calzada ponderou, no entanto, que as regras não podem ser aplicadas a outras drogas, como tabaco, heroína e cocaína, que devem ser analisadas em suas particularidades e tratadas conforme o conjunto de aspectos referentes a cada uma

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dinheiro desviado da Petrobras pagou até prostitutas de luxo

Segundo os delatores, só em 2012 foram gastos cerca de R$ 150 mil para financiar a contratação das mulheres


A Petrobras diminuiu os investimentos previstos para o período de 2015 a 2019 em 37%(Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Petrobras teve rombo de, pelo menos, R$ 6 bilhões devido a corrupção (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O dinheiro desviado da Petrobras foi utilizado até mesmo para pagar os serviços de prostitutas de luxo. A informação é da Folha de São Paulo que circula nesta segunda-feira (13). As mulheres, a maioria com fama na TV e em revistas, foram contratadas por diretores da estatal e políticos, segundo relatos de delatores às autoridades do caso.
A história foi repassada ao Ministério Público e à Polícia Federal pelo doleiro Alberto Youssef e o emissário dele, Rafael Angulo Lopez. Ambos confirmaram os gastos com as garotas de programa quando questionados sobre expressões usadas nas planilhas nas quais registravam o fluxo do dinheiro do esquema do Petrolão.
Segundo os delatores, só em 2012 foram gastos cerca de R$ 150 mil para financiar a contratação das mulheres, conhecidas pela exposição em programas de TV, capas de revistas e desfiles de escolas de samba