terça-feira, 23 de agosto de 2016

TEMOS O NOSSO BAOBÁ

VOCE SABIA QUE A ARVORE MILENAR AFRICANA BAOBÁ EXISTE EM FRUTUOSO GOMES? NO SITIO EXU ENCONTRAMOS ESSA RARIDADE. A MAIS ANTIGA É A DE NATAL DA RUA SAO JOSE COM 150 ANOS.

                                                BAOBA NA RUA SAO JOSE EM NATAL



                                          NOSSO BAOBÁ LOCALIZADO NO SÍTIO EXU
                                                  FOTO DO BAOBÁ DO EXU NO INVERNO

sexta-feira, 8 de julho de 2016

ERA SÓ O QUE FALTAVA A MURIÇOCA TRANSMITINDO ZIKA

68ª REUNIÃO ANUAL DA SBPC

Crescem evidências de que pernilongo também transmite Zika


Em testes de laboratório, pesquisadores da Fiocruz no Recife constataram presença do vírus Zika na saliva do mosquito

O mosquito Aedes aegypti tem sido apontado como o principal vetor do vírus Zika, que, estima-se, infectou até junho 49 mil pessoas dentre 139 mil casos notificados no Brasil, e causou o nascimento de 1,6 mil crianças com microcefalia em 582 municípios.

Mas, além do Aedes aegypti, o Zika também pode ter outros vetores, como o mosquito Culex quinquefasciatus, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca, sobre o qual crescem as evidências de que pode estar envolvido na emergência do vírus no país.
O alerta foi feito por Constância Flávia Junqueira Ayres Lopes, pesquisadora do IAM (Instituto Aggeu Magalhães) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em Recife, Pernambuco, em uma mesa-redonda sobre “O mosquito, o vírus e o que temos para combatê-los”, durante a 68ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que ocorre até o próximo sábado (9/7), no campus de Porto Seguro da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia).
“Há sérias dúvidas se o Aedes aegypti é um vetor exclusivo do vírus Zika”, disse Lopes. “Em ambientes silvestres várias espécies de Aedes estão implicadas no processo de transmissão. Por que em ambientes urbanos somente uma espécie estaria envolvida?”, questionou.
De acordo com a pesquisadora, o mosquito Aedes aegypti começou a ser incriminado como vetor do vírus Zika em 1947, quando foi encontrado em uma floresta com nome homônimo em Uganda, na África, por pesquisadores financiados pelo Instituto Rockefeller, dos Estados Unidos.
Os pesquisadores estavam tentando isolar o vírus da febre amarela e, para isso, estudaram mosquitos de espécies de Aedes, velhos conhecidos como transmissores da doença.
Ao analisar o material coletado, eles observaram que o vírus que isolaram era diferente e o batizaram de Zika em homenagem à floresta onde foi descoberto.
Desde então, diversos outros isolamentos do vírus Zika foram feitos a partir de diferentes espécies de Aedes, como o Aedes africanus, contou a pesquisadora.
Em 1966, quando houve a primeira emergência do vírus Zika, na Malásia, foram analisados inúmeros pools de mosquito no país asiático e identificado apenas um como Aedes aegypti.No início da emergência do Zika no Brasil, a pesquisadora decidiu investigar se o Culex quinquefasciatus também poderia transmitir o vírus. O mosquito é 20% mais abundante do que o Aedes aegypti no ambiente urbano e é vetor de outros arbovírus (transmitidos essencialmente por artrópodes), como o do Oeste do Nilo e da encefalite japonesa, que são próximos do vírus Zika.
Além disso, começou a chamar a atenção da comunidade científica e da OMS (Organização Mundial da Saúde), por meio de cartas publicadas em revistas como Lancet, sobre a urgência e a necessidade de se investigar outras espécies de mosquito que também podem ser vetores do vírus Zika, e não apenas o Aedes aegypti .
“Até então, infelizmente, a comunidade científica e a OMS estavam focando só o Aedes aegypti e todo o combate ao vírus Zika foi voltado exclusivamente para essa espécie de mosquito, negligenciando uma série de outras, como o Culex quinquefasciatus”, afirmou Lopes.
Os resultados dos ensaios realizados pelos pesquisadores, em que foram infectados, em laboratório, mosquitos Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti com Zika para comparar suas capacidades de transmitir o vírus, indicaram que o desempenho das duas espécies é muito semelhante.
Os pesquisadores conseguiram observar a presença do vírus Zika na glândula salivar dos mosquitos Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti três dias após infectados.
“Esse ciclo é menor do que o do vírus da dengue, que leva entre 10 a 15 dias para vencer as barreiras de resistência e chegar à glândula salivar dos mosquitos. O pico de surgimento do vírus Zika na glândula salivar dos insetos ocorre sete dias após serem infectados”, detalhou Lopes.
A fim de verificar se o vírus Zika era capaz de sair da glândula salivar e ser encontrado na saliva dos mosquitos, os pesquisadores realizaram um teste em que expuseram os insetos a um papel filtro coberto com mel e um antibiótico.
Ao se alimentar do mel, os mosquitos depositavam saliva no papel filtro, que era coletada e dela extraído o RNA.
O resultado do ensaio, em vias de ser publicado, aponta que o Zika está presente e com carga semelhante na saliva dos mosquitos Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti.
“Como o Culex quinquefasciatus é mais abundante no ambiente urbano do que o Aedes aegypti, queremos saber agora qual tem maior importância no papel de transmissão do vírus Zika”, disse Lopes.
Os resultados dos estudos realizados pelos pesquisadores da Fiocruz foram apresentados à OMS, que recomendou à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) que outras espécies de mosquitos – principalmente o Culex quinquefasciatus – fossem investigados em regiões com casos registrados de infecção por vírus Zika no mundo.





sábado, 25 de junho de 2016

FALECE DR LACY XAVIER








O médico aposentado Francisco Xavier de Lucena, conhecido na cidade serrana de Martins como
“Dr. Lacy”, Faleceu hoje dia 22/06 por volta de 01:10 da manhã, causa morte natural em Aracaju
capital do estado de Sergipe. Dr. Lacy foi prefeito de Martins, nos anos de (1953 a 1958).Dr. Lacy 
contava com a idade de 98 anos neste dia 15 de julho completava seus 99 anos.

HA ALGUMAS REPORTAGENS ANTERIORES FIZEMOS REFERENCIA A ESTE GRANDE 
MEDICO QUE ERA UM EXEMPLO DE VIDA E SERIA O MEDICO MAIS IDOSO DO RN E 
TALVEZ DO BRASIL. INFELIZMENTE TIVEMOS A SUA PARTIDA.

domingo, 5 de junho de 2016

Dolorosa e duradoura, 'chikungunya vai ser surpresa maior que zika’, diz pesquisadorCompar

Pacientes com chikungunya, zika e dengue são atendidos em Monteiro (PB), em fevereiro de 2016

Image copyrightAP
Image captionEm até 50% dos casos de chikungunya, pacientes ficam com dores crônicas e incapacitantes por meses ou anos
O pesquisador Carlos Brito, primeiro a levantar a hipótese de relação entre zika e microcefalia em Pernambuco, continua preocupado.
Apesar da chegada do inverno, quando diminuem os ataques do mosquito Aedes aegypti - transmissor de dengue, zika e chikungunya -, ele aposta que as doenças continuarão sendo a principal fonte de problemas para o governo do presidente interino Michel Temer.
E o impacto maior pode vir de onde menos se espera.
Segundo Brito, cientista da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e membro do Comitê Técnico de Aboviroses do Ministério da Saúde, onde atua como consultor, a dispersão da febre chikungunya pelo Nordeste tem deixado um rastro de adultos e idosos com dores crônicas graves que sobrecarrega os serviços de saúde, já impossibilitados de atender a demanda normal.
O grande desafio para o governo serão essas grandes epidemias. Ainda não sabemos a dimensão do que vai acontecer com a epidemia de zika em outras regiões do país", disse à BBC Brasil.
"Mas a chikungunya vai trazer mais surpresas do que a própria zika e a dengue. Como pesquisador, tenho ficado impressionado com seus efeitos."
Enquanto a dengue é capaz de atingir cerca de 5 a 10% de uma população, a chamada "taxa de ataque" da chikungunya pode chegar a 50%, avalia Brito. A zika, cujo percentual de atingidos ainda é desconhecido, deve ficar entre as duas, ele estima.

Números subestimados

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, já são mais de 64 mil notificações de casos de chikungunya até 23 de abril de 2016, contra 38 mil em 2015. Mais de 11 mil casos foram confirmados em todo o país.
Brito, no entanto, diz acreditar que os números são muito maiores.
"Pernambuco, por exemplo, está dizendo que o maior número de casos este ano é de dengue, mas nós vemos pouquíssima dengue na prática. O maior número é de chikungunya, e há uma subnotificação impressionante por uma série de razões, incluindo despreparo dos profissionais para fazer as notificações de forma correta", afirma.
"Com três vírus circulando no país, o modelo da vigilância epidemiológica não consegue ser mais fiel à verdadeira situação da epidemia."
Até o dia 24 de maio, Pernambuco registrou mais de 30 mil casos notificados de chikungunya e cerca de 75 mil de dengue, segundo a Secretaria de Saúde do Estado.
"Quando começaram a aparecer os casos de microcefalia em Pernambuco, o Estado tinha 4 casos notificados de zika e 120 mil de dengue. Destes, provavelmente cerca de 90 mil eram zika. O mesmo deve estar acontecendo agora com a chikungunya."
Em fevereiro, a reportagem da BBC Brasil visitou Vitória de Santo Antão, a 60 km de Recife, e encontrou emergências hospitais e postos de saúde superlotados com pacientes de arboviroses (grupo que inclui as doenças transmitidas por mosquitos) - o Estado estava no meio de seu primeiro surto de chikungunya.
Em bairros da cidade, moradores relatavam a rapidez com que a doença se espalhou por famílias e ruas.
"Já passamos do surto, mas os próprios pacientes do interior brincam dizendo que saem nas ruas e parece que estão em uma cidade de múmias, porque as pessoas andam com dificuldade", afirma Brito.
Aedes aegyptiImage copyrightAFP
Image captionVírus foi trazido por funcionário da construção civil que veio de Angola para visitar a família na Bahia em 2014

Impacto

Ao contrário do que ocorre com a zika, ainda não há evidências de que o vírus da chikungunya seja transmitido da mãe para os bebês durante a gravidez, segundo o Ministério da Saúde. No entanto, a doença tem suas próprias peculiaridades.
Em seus primeiros dez dias, os sintomas costumam ser febres, fortes dores e inchaço nas articulações dos pés e das mãos. Em alguns casos, ocorrem também manchas vermelhas no corpo.
Mas mesmo com o fim da viremia - período em que o vírus circula no sangue - a dor e o inchaço causados pela doença podem retornar ou permanecer durante cerca de três meses. Em cerca de 40% dos casos, eles tornam-se crônicos e podem permanecer por anos.
"A intensidade do sofrimento dos pacientes para mim foi uma surpresa, mesmo que a literatura já falasse disso", diz Brito.
"São pessoas que podem ficar meses sem conseguir trabalhar, com dores muito intensas que não melhoram com analgésicos habituais como dipirona e paracetamol", continua.
"Elas têm dificuldade de andar, de pentear o cabelo, de tomar banho sozinhas. E isso acontece na parte produtiva da vida, porque a maioria dos acometidos são adultos e idosos. Então além do impacto na qualidade de vida, há também um impacto econômico de dimensão ainda não calculada."
Grey line

Depoimento: 'Não sou mais a mesma pessoa'

Conceição CarneiroImage copyrightARQUIVO PESSOAL
Image captionConceição Carneiro: 'Já não conseguia escrever, não conseguia sentar, nem andar, nem ir ao banheiro. Parecia que meu corpo estava paralizado pela dor'
Peguei chikungunya em setembro de 2014, quando a epidemia começou em Feira de Santana. Tive febre, dores no corpo e fiquei uma semana afastada com o mal estar. Na época, não fiz o exame sorológico. Me recuperei, mas continuei tendo inchaço no corpo, principalmente as pernas, com frequência. Fiz diversos exames com especialistas, porque não imaginei que fosse da chikungunya.
Em setembro de 2015, eu passei a sentir dores muito fortes. Já não conseguia escrever, não conseguia sentar, nem andar, nem ir ao banheiro. Parecia que meu corpo estava paralisado pela dor. Fiquei internada por dois dias e a sorologia identificou o vírus.
Desde então, eu não tenho mais vida social. Às vezes sento e não consigo me levantar. Tem dias em que não consigo ir ao trabalho. Não calço mais salto alto, não abaixo mais para pegar nada no chão. Acordo à noite sentindo dores, dormência nas mãos, cãimbra nas pernas, não durmo bem.
Eu perdi todas as roupas porque ganhei cerca de 18 quilos. Não consigo fazer atividades físicas. Já tentei pilates, hidroginástica, caminhada, mas não aguento, porque os nervos estão inflamados. A medicação que tomo é forte e eu não vejo muito resultado. A médica me disse que tenho que tomar por tempo indeterminado, porque não sabemos quando ficarei bem.
Não consigo mais ir a festas porque não aguento ficar em pé nem sentada por muito tempo. Só a gente não poder se arrumar como quer já mexe com a autoestima. Não uso mais anéis, porque os dedos começam a inchar.
Antes eu morava sozinha e era independente, mas hoje moro com minha sobrinha porque não consigo fazer muita coisa. Não consigo pegar uma garrafa térmica para colocar o café na xícara. Minhas mãos não a sustentam.
Pedi auxílio-doença no INSS em outubro, com os relatórios das médicas. Mas foi no período em que os peritos estavam em greve. Então eu fiquei sem receber meu salário nem o auxílio durante 3 meses. Passei dificuldade financeira, foi minha família que me deu suporte. Em janeiro eu tive que voltar ao trabalho, mesmo sem condições.
A sensação que a gente tem é de ser um robô, uma múmia, o corcunda de Notre Dame. Por pouco não fiquei deprimida. Tomei antidepressivos por quatro meses porque as médicas perceberam alterações no meu humor.
Tem dias em que você acorda mais animada, mas aí vem aquela sensação de desgaste físico como se você tivesse corrido uma maratona. Não sou mais a mesma pessoa. Ando pelas ruas me segurando nas paredes.
Conceição Carneiro, de 40 anos, é assistente social e mora em Feira de Santana, na Bahia.

sábado, 28 de maio de 2016

Henry Heimlich, de 96 anos, salva senhora com sua famosa 'manobra'


Médico ajudou colega sufocada na clínica de idosos em que vive em NY.

Movimento criado em 1974 consiste em pressão na boca do estômago.

O médico Henry Heimlich, criador da manobra que leva seu nome (Foto: Divulgação)O médico Henry Heimlich, criador da manobra     que leva seu nome (Foto: Divulgação)
O médico Henry Heimlich, que deu seu nome a uma famosa técnica de primeiros socorros, colocou em prática, aos 96 anos, a sua "manobra" com uma colega de sua residência para idosos que estava sufocando, salvando sua vida, informou neste sábado (28) o jornal "The New York Times".
"Eu pedi um hambúrguer, e a próxima coisa que me lembro é que não conseguia respirar, eu estava sufocando", relatou ao jornal Patty Ris, de 87 anos, salva no meio do jantar pelo Dr. Heimlich.
A "manobra de Heimlich", inventada em 1974 e também conhecida como compressão abdominal, consiste em se colocar atrás da vítima de um sufocamento e provocar a expulsão do que está obstruindo a via aérea ao fazer uma forte pressão com as mãos na boca do estômago da pessoa.
"Eu vi seu rosto contorcido, sua pele ficando escura e não podia falar. Eu sabia que ela estava sufocando", disse o médico americano ao "New York Times".
"Apliquei [a manobra] e ela se recuperou rapidamente", disse ao "Cincinnati Enquirer". O ocorrido "me permitiu perceber o quão maravilhoso é ser capaz de salvar todas essas vidas", acrescentou.

domingo, 8 de maio de 2016

EXEMPLO DE SUPERAÇAO

DR JOSE AIRTON BEZERRA, MÉDICO EM TANGARA/RN APRESENTA DEFICIENCIA NAS DUAS PERNAS, ATENDE NORMALMENTE COMO MÉDICO, INCLUSIVE FOI COLEGA MEU DE TURMA, E MERECE ESSE DESTAQUE ABAIXO:

TV CABUGI EM ENTREVISTA EM 1997


segunda-feira, 2 de maio de 2016

SEU SEVERINO ERNESTO: Um agricultor que se tornou primeiro Tabelião, e foi Comerciante de renome em Frutuoso Gomes/RN

SEVERINO ERNESTO EM DUAS FOTOS EM ÉPOCAS DIFERENTES


SEU ERNESTO, SEU PAI, DONO DE FARMACIA E HOMEOPATA.Tambem filho de Catolé do Rocha/PB onde nasceu em 30/08/1890.
         Hoje tirei um pouco de meu tempo para recordações, e me vi tomado por uma inquietação, e consumido por demorada saudade, lembranças de um velho amigo que não temos mais em nosso meio. Vez por outra submerso nas boas lembranças daquele amigo que se tornou ao longo dos anos, grande feitor de boas ações, coragem e fé. E neste contexto, as saudades me levavam a um guerreiro, que nada mais nada menos é o meu pai, Severino Ferreira de Araújo, vulgo Severino de Ernesto.
         Nascido no Sítio São José, Catolé do Rocha, PB, propriedade de seu pai Ernesto Ferreira de Araújo no dia 03 de maio de 1925, com seis meses faz sua primeira mudança pois sua mãe Maria Urbana de Jesus, que era natural do município de Martins-RN, e que desejava morar perto de seus pais Lindolfo Luiz Bezerra, fez com que seus pais comprassem uma propriedade no sitio Salva-Terra, meia légua distante da casa de seus avós maternos. Era uma casa grande de alpendre, metade de tijolo, metade taipa, lá longe da estrada que passava para o sitio Retiro perto do riacho do Salva-Terra.
          Na seca de 1932, seu pai construiu dois açudes pequenos e uma barragem, que no ano de 1934, ano de um inverno muito pesado, arrombou dois açudes em uma só noite, ficando o açude de cima, que represava água perto do velho Ramiro, vizinho com quem ele havia empreitado a construção do mesmo.
         Já quase aos dez anos, ainda com os poucos ensinamentos que seu pai lhe havia dado, naqueles cafundós, longe de escolas, seu pai se preocupava muito com o filho, dada a sua dedicação as letras, resolveu chamar um professor bastante culto para aquela época, o senhor João Cesário Pinto, que lecionou apenas seis meses, mas a quem devia os seus estudo preliminares. Ao terminar esta escola, todo mundo admirava o seu saber, lia com muito desembaraço e em matemática era um gênio, desafiava até os professores. Então seu pai resolveu lhe transferir para a cidade de Catolé do Rocha.
AGORA EM CATOLÉ DO ROCHA
            Em Catolé do Rocha, a cidade mais próxima e onde residiam seus avós paternos, fez a sua matrícula no grupo escolar Antônio Gomes, onde até bem pouco tempo funcionava o Banco do Brasil. Entrou logo para o quarto ano primário, no ato da matrícula a diretora Zulmira Pires Fernandes, perguntou pelo seu grau de estudo, e o mesmo disse para ela que sabia todo o atlas de geografia, um questionário com quarenta e oito páginas com perguntas e respostas, todo decorado. A professora achou isso impossível e passou a fazer perguntas salteadas numa página e noutra ao que ele lhe deu respostas imediatas. Ela respondeu: Este menino é de uma inteligência nunca vista, é um verdadeiro gênio. Essa professora era possuidora da melhor caligrafia que ele já tinha visto em toda sua vida, ela desenhava as letras. Era assim o aluno mais aplicado da classe. Na sua turma ganhou logo um apelido, ninguém o conhecia pelo seu nome, só lhe chamavam de “Carlos Rocha”, em virtude de haver levado uma pasta igualzinha a do pagador do açude de Riacho dos Cavalos, que se chamava com este nome.
MUDANÇA PARA O SERTÃO.
        Terminado o quinto ano primário voltou para casa, certo de que havia encerrado os seus estudos, pois só tinha colégio neste tempo em Mossoró e o mesmo não tinha condições de se transferir para uma cidade grande. Isto foi no ano de 1936 e logo no ano seguinte seu pai resolveu vender a propriedade do Salva-Terra, para comprar uma no sertão onde ele pudesse fazer uma criação de gado. Outra mudança para sítio Almas em Pilões.
PASSEIO EM MARTINS.
       No final de 1937, o escrivão de Martins, Possídio Gondim, que tinha sido chamado na sua casa para passar a escritura de permuta dos terrenos, vendo a sua caligrafia, ficou muito admirado e convidou-o para passar uns dias em Martins, para dar alguma ajuda em seu cartório. Ele que nunca tinha ido a Martins, aceitou o convite e na garupa de seu burro, chegou à tardinha na serra de Martins. Passou apenas três meses na sua residência, gostando imensamente dos dias que lá passou.
         No mês de Fevereiro de 1938, seu pai veio buscar para o sitio Lagoa (outra mudança), onde a família havia mudado há poucos dias.
         Novamente de garupa descemos a serra de Martins, pelo lado do Pimenta, descemos a Treze de Maio, rodagem construída há muitos anos pelo Cel. Demetrio Lemos, que dizem ter setenta e duas curvas, passando pelo o sitio Pé de Serra do Geraldo, o povoado de Mumbaça, que nesta época tinha uma dúzia de casas, pelo sitio Mamoeiro, Picada e chegamos quase a noitinha em casa no sítio Lagoa (hoje pertencente a Antonio Martins).
NOVAMENTE NOS ESTUDOS.
             Em 1937, em Catolé do Rocha, abriu um colégio que foi denominado de Colégio Leão XIII, fundado pelo Padre Belizário Dantas, que há muitos anos vinha trabalhando para realizar este sonho e de toda região. Como esta nova moradia ficava perto de Catolé, seu pai resolveu matricular o mesmo neste colégio. Os anos de 1938 e 1939, estudou como aluno externo, apenas tinha o estudo no colégio, o resto do tempo era em casa. Depois seu pai resolveu interná-lo no Leão XIII. Pelos meados de 1940, assumiu a diretoria do colégio o Padre Américo Sérgio Maia, um diretor que dado seu esforço por ser filho da terra, mudou cem por cento a gestão do educandário. Reformou o prédio, construiu quadras de esportes, melhorou a alimentação dos alunos e fez muitas outras melhorias.
           Em outubro de 1940, houve um fenômeno que muita gente se lembra, um eclipse total do sol, que deixou muita gente emocionada. Havia terminado uma aula e estava toda turma no recreio, quando de repente começou a escurecer e aqueles que não sabia desse fenômeno só poderia ficar apreensivo e com medo, escureceu tanto, que deu para se notar a presença das estrelas. Foi que ai chegaram alguns professores e explicaram aos alunos que aquilo era um fenômeno natural, o eclipse que de anos em anos aparece.
           Aproxima-se as provas finais, e como era quase todo fim de ano o primeiro da classe, mas que também havia um colega seu de nome Francisco das Chagas Barreto, um gaiolão alto e magro, que era uma cultura, de uma inteligência sem igual, que se tornou um rival perigoso e disputávamos palmo a palmo as notas durante o ano. Na 2ª série ele havia tirado dois pontos a mais , mas na 3ª série, conseguiu uma média geral de setenta e oito pontos, quando ele teve apenas setenta e cinco pontos.
          Ao terminar o ano, tivemos uma noticia triste, que o colégio Leão XIII, não podia mais continuar, por falta de condições financeiras. Terminado o ano letivo, volto como de costume, na garupa do cavalo do velho, subindo aquela ladeira horrível, que tantas vezes durante sete anos que estudava em Catolé, enfrentei com tantas dificuldades, dado as condições financeiras, mas com força de vontade consegui aprender alguma coisa, que muito lhe serviu para o seu futuro.
           Com Moacir e outros amigos, foram a festa do Centenário de Martins, que se realizaria naquele final de ano. Foi uma festa memorável, nunca vi tanto festejo em toda minha vida, dormimos e viajamos no dia seguinte para Lucrécia. Outro dia fomos a um baile no sitio Pé de Serra do Geraldo. Fomos de canoa, inclusive o tocador e várias moças que fez um peso enorme, e no meio do açude a canoa começou a tomar água, começou um alvoroço das moças e com um grande esforço do canoeiro que desgotava a água, conseguimos salvar-nos deste grande perigo.
          Pouco dias depois, era noite de Natal e em Lucrécia, aconteceu uma festa bastante animada, onde conseguiu arranjar uma namorada, com quem passou ate tarde da noite. Esta moça nunca mais encontrou, a não ser quinze anos depois, quando ela veio de Lucrécia para casar-se em seu cartório.
            No ano de 1941, na data de 31 de dezembro, aconteceu a inauguração da Estação Ferroviária de Mumbaça, hoje Frutuoso Gomes, aonde veio a conhecer um trem pela primeira vez, e o povoado também, que constava apenas da estação e de uma dúzia de casas espalhadas ao redor do pequeno arraial. E assim, depois de dois meses de umas férias bem aproveitadas, voltou ao lar paterno, sonhando com o meu retorno aos estudos logo no começo do ano seguinte.
            Em 1942, tudo certo para continuar seus estudos, Veio a seca de 1942, ano cruel que atrapalhou todo o seu futuro, dada as dificuldades da época, a difícil situação financeira, ele e os demais colegas que havíam se matriculado em João Pessoa, desistiram de continuar os estudo neste ano. Foi um ano de grande sofrimento para o povo, pois o governo não deu ajuda de espécie alguma, não apareceu construção de açudes e nem estradas. No estado tinha apenas a base de Parnamirim, em Natal, para onde muita gente se deslocou e os demais ficaram neste interior, lutando pela sobrevivência pois ainda se conseguiu tirar algum legume. Foi o primeiro ano que trabalhou na agricultura, estranhou bastante a vida da roça, pois não conhecia o cabo da enxada. Ia muito na casa do seu tio Amancio Lindolfo, onde tinha o primeiro radio a bateria. Seu pai Seu Ernesto gostava muito da agricultura, mas pouco trabalhava, apenas dava direção do serviço e mandava a turma de filhos trabalhar. Ele se dedicava mais em dar remédio ao povo, pois ele era um homeopático e muito procurado em toda aquela região, só vivia montado em um cavalo muito possante dando atendimento aos seus clientes. Salvou muitas crianças e adultos com seus “Ovos de Víbora” como muita gente chamava as bolinhas de Homeopatia.
         No fim de 1942 outra mudança pro Sitio Buracos em Antonio Martins. Veio o inverno de 1943, para amenizar a situação do povo. O açude encheu, e encheu de pastagens, o gado engordou. Tentou ate se matricular em Joao Pessoa mas por telegrama me veio a resposta triste: Dizia o telegrama que até pouco tempo encontrou em seus papeis: “ IMPOSSÍVEL, MATRÍCULAS ENCERRADAS”.
          Como neste tempo emprego era uma coisa muito difícil, meu pai num dia de feira chegou com uma enxada e disse para ele: “Pronto meu filho, está é a caneta que posso lhe dar de agora em diante”, recebeu satisfeito e decidiu de corpo e alma entregar-se a agricultura.
          O inverno foi uma maravilha e a colheita neste ano, foi mais de quarenta arrobas de algodão. Ainda lembra, apurou na venda do algodão, mil e quarenta cruzeiros. O legume não vendia, deixava para o consumo. Ainda em 1943, ainda lecionou particular em casas de família.
          Contratou um trabalhador de Boa Esperança (hoje Antonio Martins), que vivia muito lá por casa, de nome Badeco, que trabalhava o ano todo no nosso sítio. Ele havia trabalhado muito a seu Né Jâcome, pai de uma moça muito prendada que se chamava Maria e a tratavam de Mariquinha. Ele, a maneira de alcoviteiro, ia para lá dando boas informações dele e de lá trazia lembranças dela para o mesmo, e neste leva e traz, poucos dias depois chegou-lhe trazendo um bilhete dela, que marcava um encontro para se conhecerem em um dia de missa. Foi no dia 13 de maio de 1944, o mesmo não tinha fé de chegar a hora de conhece-la. Chegou a Demétrio Lemos, cerca de oito horas e uma hora depois encontrou-se com ela no mercado público. A informação superou todas as suas expectativas. Era atraente e simpática como nenhuma outra.
        Depois de algum tempo ficou noivo com Mariquinha. O velho Né Jácome prontamente aceitou e perguntou logo em seguida, onde pretendia morar. Ele lhe disse, que não tinha nada acertado, isto dependeria dela e se quisesse que a filha continuasse ali com eles. Mas o velho botou uma porção de empecilhos que não tinha casa, não tinha local que prestasse e nem terra suficiente para trabalhar. Ele notou logo o desinteresse e resolveu ficar lá mesmo nos Buracos.
         Mariquinha que tinha muito interesse em ficar perto dos pais, achou muito ruim, mais como era o jeito combinou.. Severino vendeu a sua safra e resolveu começar o serviço da sua casa, que ficou perto de uma casinha de taipa que seu pai lhe deu como ajuda.
NA ÉPOCA DO CASAMENTO.
       O casamento se deu no dia 22 de novembro de 1948, celebrado pelo Padre Evaldo Bette, na capela de Boa Esperança.
       Seu Severino não vivia satisfeito com a vida de agricultor, pois se vinha um ano abundante no outro seguinte era um fracasso, pouco chovia e a safra era um fracasso, ou não prestava.
         Tiveram problemas com o proprietário do terreno vizinho, Severino Cornelio, mas em 1953 ele resolveu vender e o novo proprietário, era uma pessoa muito boa. E em julho de 1953, resolveu entrar no ramo do comércio.
          Passou apenas três meses, pois viu que não dava certo, apesar do pouco apurado, pois entrou sem nenhuma freguesia, e o sufoco que ficava em casa, a mulher sozinha com duas crianças, sem ter por quem mandar fazer nada. Baseado no provérbio que “quem canta, não assobia” viu-se na obrigação de deixar o comércio.
           Neste mesmo ano seu pai que era muito amigo do Dr. Raul Alencar, chefe político de muito prestígio em Martins, prometeu de arranjar um emprego pra mim. No começo de 1954, estava para ser criada o Distrito Judiciário de Mineiro, antigo povoado de Mumbaça, cuja Lei foi publicada em abril de 1954. E assim foi realizado o seu sonho.
            Foi a Mineiro a fim de alugar uma casa para morar. Encontrou duas desocupadas uma na rua da igreja e outra na rua Tiradentes, que pertencia ao velho Basílio do Tamanduá, avô de Mariquinha, ficou com esta, era uma já um tanto deteriorada, mas com o tempo podia ajeita-la. Também aluguel era muito barato, dez cruzeiros por mês, e assim o mesmo fretou o carro de seu Zé Lourenço, que era o único caminhão que havia por aqui para trazer a mudança. No dia 25 de abril a tarde ajeitaram a troçada que se compunha só de móveis de fonte pobre, inclusive silos de legumes, que dava para comer mais de um ano, pois sempre foi previdente, não sabia o que nos aguardava o futuro. No caminho foi um tormento, os meninos a mulher embriagaram-se no carro.

MINEIRO EM 1966. VISTA DO QUARTO AZUL (COMERCIO DE SEU SEVERINO ERNESTO COM CHICO INÁCIO), À DIREITA O PRÉDIO DO COMÉRCIO QUE MONTOU A PARTIR DE 1955.
          Estava um negócio desanimado, que a princípio pensou quase em desistir, como íamos sobreviver com tão pouca renda? Pensou em começar qualquer um negócio mais havia gastado quase tudo na instalação do cartório. Vizinho a nós havia um comerciante, o Chico Inácio, que bem a frente a nossa casa tinha uma mercearia muito bem sortida e fazia muito negócio. Frequentava muito lá e ele vendo de sua capacidade convidou-lhe para uma sociedade, ele entrava com a mercadoria e Severino com o trabalho e a responsabilidade.
          Não deu certo essa sociedade com o Sr Chico Inacio, pois ele bebia demais e jogava. Havia acabado com quase tudo, e para não perder, recebeu o quarto que ele negociava em pagamento. Ai já estava mais bem firmado para começar por sua conta, pois já tinha crédito, prática e uma boa freguesia. Trabalhou sozinho no cartório até maio de 1969; quando colocou João Bosco Cavalcante como substituto e em 1987 assumia Maria do Socorro Camara como substituto que depois viria a a ser titular com a minha aposentadoria.
VIDA COMERCIAL.
          O mês de janeiro de 1955, foi para instalar o negócio. Foi a Martins fazer a sua inscrição estadual, abrir a firma em nome da mulher Maria Francisca de Araújo, pois eu como titular do cartório, a firma não podia ser em seu nome. Começou o seu negócio, quase sem capital, conseguiu vendendo um gadinho, juntou 6.000(seis cruzeiros), tomou mais 2.000 (dois cruzeiros) a seu pai emprestado a juro de 2% e completou os 8.000 (oito cruzeiros) de capital.
          Em 1957, seu pai Ernesto Ferreira, veio morar aqui em Mineiro, juntamente com Adauto Vieira que veio do Sítio Xique-Xique para se estabelecer aqui, onde se localizou na atual rua Antônio Dantas, Adauto teve até sorte na mudança, o comércio dele cresceu no ramos de tecidos e miudezas. Comprou o ponto de negócio, casa de morada e montou até uma bomba de gasolina. Depois de uns dez anos, resolveu ir para Mossoró para facilitar os estudos dos filhos. Seu Ernesto comprou a farmácia de Raimundo Belarmino e colocou na casa de morada que havia comprado a seu Chico Inácio. Em 1959 Severino resolveu se estabelecer com tecidos. Antes ramo de secos e molhados e agora tecidos. Neste tempo não havia inflação, tudo era barato, a gente fornecia a um freguês o ano todo fiado para receber na safra do algodão.
        Em 1965, por motivo de doença grave, seu pai Ernesto Ferreira vendeu-lhe o resto do estoque da farmácia. Veio a falecer em 22 de fevereiro de 1966.
        Severino vinha trabalhando até 1970, quase sozinho, apenas com a ajuda da mulher, quando resolveu botar um ajudante na loja, o Sr. João Bosco Cavalcante, rapaz letrado a quem mais tarde, entregou também o cartório. Em 1972, resolveu fazer uma casa de morada no terreno que sobrava e que fazia parte do muro da loja.
        Passou muitos anos, envolvido somente no comércio, comprando e vendendo fiado, perdendo contas e mais contas em mãos de maus pagadores. Quando enfim lembrou-se de fazer algum investimento em casas e terrenos.
        Certo de que poderia deixar o comércio, pois a aposentadoria que esperava ia ser bastante compensadora, pois havia pago muitos anos sobre doze salários,mas ficou apenas em oito salários, ai foi logo procurando passar para os seus filhos a loja e a farmácia.
         Apenas o Lioswald (Dadim), interessou-se pelo negócio e assumiu a responsabilidade, o outro (Lavoisier – “Boim”) não quis saber de viver preso e cuidou logo em sair da sociedade. Passou quase dois anos vivendo desta pequena aposentadoria defasada pela inflação e uns trocados que pegava do cartório, até que em fevereiro de 1987, requereu a sua aposentadoria do cartório, que demorou muito a sair, recebendo no final do ano, seis meses que já estavam acumulados.
MAIS SOBRE SEU SEVERINO
         Seu Severino nunca quis saber de política. Casado com Dona Mariquinha (hoje com 87 anos, debilitada após uma fratura de fêmur), teve 6 filhos: Lucinda (esposa de Dr Francisco ex prefeito de Antonio Martins por 2 mandatos), Lucenira (esposa de Joao Bosco Cavalcante e mãe de Jandiara Jácome, pré-candidata a Prefeita), Licurgo (pai da secretária de administração Ligia), Lucidio (Prefeito por quatro mandatos em nossa cidade, médico e político, que mesmo no início contrario a idéia de seu pai que não queria muito política, mas papai sempre foi torcedor em política, daí ter aceitado na época o chamado para uma colisão com o então líder politico Gilvan Carlos para uma sua candidatura a prefeito em 1982); Lioswald (que tocou o comércio pra frente, apenas mudando a mercearia para Antônio Martins e continuando o ramo de farmácia em Frutuoso Gomes) e Lavoisier (esse era o caçula, muito mimado, ficou tomando de conta dos velhos e até hoje seu apelido é Boim).
Seu Severino foi mais uma vítima do câncer, não resistindo vindo a falecer no Hospital do Coraçao em Natal em 15 de dezembro de 2002 aos 77 anos.


SEU SEVERINO E DONA MARIQUINHA SENTADOS A FRENTE DA CASA EM 1993 COM 68 ANOS.

CASAL COMPLETANDO BODAS DE OURO EM 1998.


NAS BODAS DE OURO, COM OS FILHOS: DA ESQUERDA PARA DIREITA: LICURGO, LIOSWALD, LUCENIRA, SEU SEVERINO, DONA MARIQUINHA, LUCINDA, LAVOISIER E LUCIDIO.