sábado, 28 de maio de 2016

Henry Heimlich, de 96 anos, salva senhora com sua famosa 'manobra'


Médico ajudou colega sufocada na clínica de idosos em que vive em NY.

Movimento criado em 1974 consiste em pressão na boca do estômago.

O médico Henry Heimlich, criador da manobra que leva seu nome (Foto: Divulgação)O médico Henry Heimlich, criador da manobra     que leva seu nome (Foto: Divulgação)
O médico Henry Heimlich, que deu seu nome a uma famosa técnica de primeiros socorros, colocou em prática, aos 96 anos, a sua "manobra" com uma colega de sua residência para idosos que estava sufocando, salvando sua vida, informou neste sábado (28) o jornal "The New York Times".
"Eu pedi um hambúrguer, e a próxima coisa que me lembro é que não conseguia respirar, eu estava sufocando", relatou ao jornal Patty Ris, de 87 anos, salva no meio do jantar pelo Dr. Heimlich.
A "manobra de Heimlich", inventada em 1974 e também conhecida como compressão abdominal, consiste em se colocar atrás da vítima de um sufocamento e provocar a expulsão do que está obstruindo a via aérea ao fazer uma forte pressão com as mãos na boca do estômago da pessoa.
"Eu vi seu rosto contorcido, sua pele ficando escura e não podia falar. Eu sabia que ela estava sufocando", disse o médico americano ao "New York Times".
"Apliquei [a manobra] e ela se recuperou rapidamente", disse ao "Cincinnati Enquirer". O ocorrido "me permitiu perceber o quão maravilhoso é ser capaz de salvar todas essas vidas", acrescentou.

domingo, 8 de maio de 2016

EXEMPLO DE SUPERAÇAO

DR JOSE AIRTON BEZERRA, MÉDICO EM TANGARA/RN APRESENTA DEFICIENCIA NAS DUAS PERNAS, ATENDE NORMALMENTE COMO MÉDICO, INCLUSIVE FOI COLEGA MEU DE TURMA, E MERECE ESSE DESTAQUE ABAIXO:

TV CABUGI EM ENTREVISTA EM 1997


segunda-feira, 2 de maio de 2016

SEU SEVERINO ERNESTO: Um agricultor que se tornou primeiro Tabelião, e foi Comerciante de renome em Frutuoso Gomes/RN

SEVERINO ERNESTO EM DUAS FOTOS EM ÉPOCAS DIFERENTES


SEU ERNESTO, SEU PAI, DONO DE FARMACIA E HOMEOPATA.Tambem filho de Catolé do Rocha/PB onde nasceu em 30/08/1890.
         Hoje tirei um pouco de meu tempo para recordações, e me vi tomado por uma inquietação, e consumido por demorada saudade, lembranças de um velho amigo que não temos mais em nosso meio. Vez por outra submerso nas boas lembranças daquele amigo que se tornou ao longo dos anos, grande feitor de boas ações, coragem e fé. E neste contexto, as saudades me levavam a um guerreiro, que nada mais nada menos é o meu pai, Severino Ferreira de Araújo, vulgo Severino de Ernesto.
         Nascido no Sítio São José, Catolé do Rocha, PB, propriedade de seu pai Ernesto Ferreira de Araújo no dia 03 de maio de 1925, com seis meses faz sua primeira mudança pois sua mãe Maria Urbana de Jesus, que era natural do município de Martins-RN, e que desejava morar perto de seus pais Lindolfo Luiz Bezerra, fez com que seus pais comprassem uma propriedade no sitio Salva-Terra, meia légua distante da casa de seus avós maternos. Era uma casa grande de alpendre, metade de tijolo, metade taipa, lá longe da estrada que passava para o sitio Retiro perto do riacho do Salva-Terra.
          Na seca de 1932, seu pai construiu dois açudes pequenos e uma barragem, que no ano de 1934, ano de um inverno muito pesado, arrombou dois açudes em uma só noite, ficando o açude de cima, que represava água perto do velho Ramiro, vizinho com quem ele havia empreitado a construção do mesmo.
         Já quase aos dez anos, ainda com os poucos ensinamentos que seu pai lhe havia dado, naqueles cafundós, longe de escolas, seu pai se preocupava muito com o filho, dada a sua dedicação as letras, resolveu chamar um professor bastante culto para aquela época, o senhor João Cesário Pinto, que lecionou apenas seis meses, mas a quem devia os seus estudo preliminares. Ao terminar esta escola, todo mundo admirava o seu saber, lia com muito desembaraço e em matemática era um gênio, desafiava até os professores. Então seu pai resolveu lhe transferir para a cidade de Catolé do Rocha.
AGORA EM CATOLÉ DO ROCHA
            Em Catolé do Rocha, a cidade mais próxima e onde residiam seus avós paternos, fez a sua matrícula no grupo escolar Antônio Gomes, onde até bem pouco tempo funcionava o Banco do Brasil. Entrou logo para o quarto ano primário, no ato da matrícula a diretora Zulmira Pires Fernandes, perguntou pelo seu grau de estudo, e o mesmo disse para ela que sabia todo o atlas de geografia, um questionário com quarenta e oito páginas com perguntas e respostas, todo decorado. A professora achou isso impossível e passou a fazer perguntas salteadas numa página e noutra ao que ele lhe deu respostas imediatas. Ela respondeu: Este menino é de uma inteligência nunca vista, é um verdadeiro gênio. Essa professora era possuidora da melhor caligrafia que ele já tinha visto em toda sua vida, ela desenhava as letras. Era assim o aluno mais aplicado da classe. Na sua turma ganhou logo um apelido, ninguém o conhecia pelo seu nome, só lhe chamavam de “Carlos Rocha”, em virtude de haver levado uma pasta igualzinha a do pagador do açude de Riacho dos Cavalos, que se chamava com este nome.
MUDANÇA PARA O SERTÃO.
        Terminado o quinto ano primário voltou para casa, certo de que havia encerrado os seus estudos, pois só tinha colégio neste tempo em Mossoró e o mesmo não tinha condições de se transferir para uma cidade grande. Isto foi no ano de 1936 e logo no ano seguinte seu pai resolveu vender a propriedade do Salva-Terra, para comprar uma no sertão onde ele pudesse fazer uma criação de gado. Outra mudança para sítio Almas em Pilões.
PASSEIO EM MARTINS.
       No final de 1937, o escrivão de Martins, Possídio Gondim, que tinha sido chamado na sua casa para passar a escritura de permuta dos terrenos, vendo a sua caligrafia, ficou muito admirado e convidou-o para passar uns dias em Martins, para dar alguma ajuda em seu cartório. Ele que nunca tinha ido a Martins, aceitou o convite e na garupa de seu burro, chegou à tardinha na serra de Martins. Passou apenas três meses na sua residência, gostando imensamente dos dias que lá passou.
         No mês de Fevereiro de 1938, seu pai veio buscar para o sitio Lagoa (outra mudança), onde a família havia mudado há poucos dias.
         Novamente de garupa descemos a serra de Martins, pelo lado do Pimenta, descemos a Treze de Maio, rodagem construída há muitos anos pelo Cel. Demetrio Lemos, que dizem ter setenta e duas curvas, passando pelo o sitio Pé de Serra do Geraldo, o povoado de Mumbaça, que nesta época tinha uma dúzia de casas, pelo sitio Mamoeiro, Picada e chegamos quase a noitinha em casa no sítio Lagoa (hoje pertencente a Antonio Martins).
NOVAMENTE NOS ESTUDOS.
             Em 1937, em Catolé do Rocha, abriu um colégio que foi denominado de Colégio Leão XIII, fundado pelo Padre Belizário Dantas, que há muitos anos vinha trabalhando para realizar este sonho e de toda região. Como esta nova moradia ficava perto de Catolé, seu pai resolveu matricular o mesmo neste colégio. Os anos de 1938 e 1939, estudou como aluno externo, apenas tinha o estudo no colégio, o resto do tempo era em casa. Depois seu pai resolveu interná-lo no Leão XIII. Pelos meados de 1940, assumiu a diretoria do colégio o Padre Américo Sérgio Maia, um diretor que dado seu esforço por ser filho da terra, mudou cem por cento a gestão do educandário. Reformou o prédio, construiu quadras de esportes, melhorou a alimentação dos alunos e fez muitas outras melhorias.
           Em outubro de 1940, houve um fenômeno que muita gente se lembra, um eclipse total do sol, que deixou muita gente emocionada. Havia terminado uma aula e estava toda turma no recreio, quando de repente começou a escurecer e aqueles que não sabia desse fenômeno só poderia ficar apreensivo e com medo, escureceu tanto, que deu para se notar a presença das estrelas. Foi que ai chegaram alguns professores e explicaram aos alunos que aquilo era um fenômeno natural, o eclipse que de anos em anos aparece.
           Aproxima-se as provas finais, e como era quase todo fim de ano o primeiro da classe, mas que também havia um colega seu de nome Francisco das Chagas Barreto, um gaiolão alto e magro, que era uma cultura, de uma inteligência sem igual, que se tornou um rival perigoso e disputávamos palmo a palmo as notas durante o ano. Na 2ª série ele havia tirado dois pontos a mais , mas na 3ª série, conseguiu uma média geral de setenta e oito pontos, quando ele teve apenas setenta e cinco pontos.
          Ao terminar o ano, tivemos uma noticia triste, que o colégio Leão XIII, não podia mais continuar, por falta de condições financeiras. Terminado o ano letivo, volto como de costume, na garupa do cavalo do velho, subindo aquela ladeira horrível, que tantas vezes durante sete anos que estudava em Catolé, enfrentei com tantas dificuldades, dado as condições financeiras, mas com força de vontade consegui aprender alguma coisa, que muito lhe serviu para o seu futuro.
           Com Moacir e outros amigos, foram a festa do Centenário de Martins, que se realizaria naquele final de ano. Foi uma festa memorável, nunca vi tanto festejo em toda minha vida, dormimos e viajamos no dia seguinte para Lucrécia. Outro dia fomos a um baile no sitio Pé de Serra do Geraldo. Fomos de canoa, inclusive o tocador e várias moças que fez um peso enorme, e no meio do açude a canoa começou a tomar água, começou um alvoroço das moças e com um grande esforço do canoeiro que desgotava a água, conseguimos salvar-nos deste grande perigo.
          Pouco dias depois, era noite de Natal e em Lucrécia, aconteceu uma festa bastante animada, onde conseguiu arranjar uma namorada, com quem passou ate tarde da noite. Esta moça nunca mais encontrou, a não ser quinze anos depois, quando ela veio de Lucrécia para casar-se em seu cartório.
            No ano de 1941, na data de 31 de dezembro, aconteceu a inauguração da Estação Ferroviária de Mumbaça, hoje Frutuoso Gomes, aonde veio a conhecer um trem pela primeira vez, e o povoado também, que constava apenas da estação e de uma dúzia de casas espalhadas ao redor do pequeno arraial. E assim, depois de dois meses de umas férias bem aproveitadas, voltou ao lar paterno, sonhando com o meu retorno aos estudos logo no começo do ano seguinte.
            Em 1942, tudo certo para continuar seus estudos, Veio a seca de 1942, ano cruel que atrapalhou todo o seu futuro, dada as dificuldades da época, a difícil situação financeira, ele e os demais colegas que havíam se matriculado em João Pessoa, desistiram de continuar os estudo neste ano. Foi um ano de grande sofrimento para o povo, pois o governo não deu ajuda de espécie alguma, não apareceu construção de açudes e nem estradas. No estado tinha apenas a base de Parnamirim, em Natal, para onde muita gente se deslocou e os demais ficaram neste interior, lutando pela sobrevivência pois ainda se conseguiu tirar algum legume. Foi o primeiro ano que trabalhou na agricultura, estranhou bastante a vida da roça, pois não conhecia o cabo da enxada. Ia muito na casa do seu tio Amancio Lindolfo, onde tinha o primeiro radio a bateria. Seu pai Seu Ernesto gostava muito da agricultura, mas pouco trabalhava, apenas dava direção do serviço e mandava a turma de filhos trabalhar. Ele se dedicava mais em dar remédio ao povo, pois ele era um homeopático e muito procurado em toda aquela região, só vivia montado em um cavalo muito possante dando atendimento aos seus clientes. Salvou muitas crianças e adultos com seus “Ovos de Víbora” como muita gente chamava as bolinhas de Homeopatia.
         No fim de 1942 outra mudança pro Sitio Buracos em Antonio Martins. Veio o inverno de 1943, para amenizar a situação do povo. O açude encheu, e encheu de pastagens, o gado engordou. Tentou ate se matricular em Joao Pessoa mas por telegrama me veio a resposta triste: Dizia o telegrama que até pouco tempo encontrou em seus papeis: “ IMPOSSÍVEL, MATRÍCULAS ENCERRADAS”.
          Como neste tempo emprego era uma coisa muito difícil, meu pai num dia de feira chegou com uma enxada e disse para ele: “Pronto meu filho, está é a caneta que posso lhe dar de agora em diante”, recebeu satisfeito e decidiu de corpo e alma entregar-se a agricultura.
          O inverno foi uma maravilha e a colheita neste ano, foi mais de quarenta arrobas de algodão. Ainda lembra, apurou na venda do algodão, mil e quarenta cruzeiros. O legume não vendia, deixava para o consumo. Ainda em 1943, ainda lecionou particular em casas de família.
          Contratou um trabalhador de Boa Esperança (hoje Antonio Martins), que vivia muito lá por casa, de nome Badeco, que trabalhava o ano todo no nosso sítio. Ele havia trabalhado muito a seu Né Jâcome, pai de uma moça muito prendada que se chamava Maria e a tratavam de Mariquinha. Ele, a maneira de alcoviteiro, ia para lá dando boas informações dele e de lá trazia lembranças dela para o mesmo, e neste leva e traz, poucos dias depois chegou-lhe trazendo um bilhete dela, que marcava um encontro para se conhecerem em um dia de missa. Foi no dia 13 de maio de 1944, o mesmo não tinha fé de chegar a hora de conhece-la. Chegou a Demétrio Lemos, cerca de oito horas e uma hora depois encontrou-se com ela no mercado público. A informação superou todas as suas expectativas. Era atraente e simpática como nenhuma outra.
        Depois de algum tempo ficou noivo com Mariquinha. O velho Né Jácome prontamente aceitou e perguntou logo em seguida, onde pretendia morar. Ele lhe disse, que não tinha nada acertado, isto dependeria dela e se quisesse que a filha continuasse ali com eles. Mas o velho botou uma porção de empecilhos que não tinha casa, não tinha local que prestasse e nem terra suficiente para trabalhar. Ele notou logo o desinteresse e resolveu ficar lá mesmo nos Buracos.
         Mariquinha que tinha muito interesse em ficar perto dos pais, achou muito ruim, mais como era o jeito combinou.. Severino vendeu a sua safra e resolveu começar o serviço da sua casa, que ficou perto de uma casinha de taipa que seu pai lhe deu como ajuda.
NA ÉPOCA DO CASAMENTO.
       O casamento se deu no dia 22 de novembro de 1948, celebrado pelo Padre Evaldo Bette, na capela de Boa Esperança.
       Seu Severino não vivia satisfeito com a vida de agricultor, pois se vinha um ano abundante no outro seguinte era um fracasso, pouco chovia e a safra era um fracasso, ou não prestava.
         Tiveram problemas com o proprietário do terreno vizinho, Severino Cornelio, mas em 1953 ele resolveu vender e o novo proprietário, era uma pessoa muito boa. E em julho de 1953, resolveu entrar no ramo do comércio.
          Passou apenas três meses, pois viu que não dava certo, apesar do pouco apurado, pois entrou sem nenhuma freguesia, e o sufoco que ficava em casa, a mulher sozinha com duas crianças, sem ter por quem mandar fazer nada. Baseado no provérbio que “quem canta, não assobia” viu-se na obrigação de deixar o comércio.
           Neste mesmo ano seu pai que era muito amigo do Dr. Raul Alencar, chefe político de muito prestígio em Martins, prometeu de arranjar um emprego pra mim. No começo de 1954, estava para ser criada o Distrito Judiciário de Mineiro, antigo povoado de Mumbaça, cuja Lei foi publicada em abril de 1954. E assim foi realizado o seu sonho.
            Foi a Mineiro a fim de alugar uma casa para morar. Encontrou duas desocupadas uma na rua da igreja e outra na rua Tiradentes, que pertencia ao velho Basílio do Tamanduá, avô de Mariquinha, ficou com esta, era uma já um tanto deteriorada, mas com o tempo podia ajeita-la. Também aluguel era muito barato, dez cruzeiros por mês, e assim o mesmo fretou o carro de seu Zé Lourenço, que era o único caminhão que havia por aqui para trazer a mudança. No dia 25 de abril a tarde ajeitaram a troçada que se compunha só de móveis de fonte pobre, inclusive silos de legumes, que dava para comer mais de um ano, pois sempre foi previdente, não sabia o que nos aguardava o futuro. No caminho foi um tormento, os meninos a mulher embriagaram-se no carro.

MINEIRO EM 1966. VISTA DO QUARTO AZUL (COMERCIO DE SEU SEVERINO ERNESTO COM CHICO INÁCIO), À DIREITA O PRÉDIO DO COMÉRCIO QUE MONTOU A PARTIR DE 1955.
          Estava um negócio desanimado, que a princípio pensou quase em desistir, como íamos sobreviver com tão pouca renda? Pensou em começar qualquer um negócio mais havia gastado quase tudo na instalação do cartório. Vizinho a nós havia um comerciante, o Chico Inácio, que bem a frente a nossa casa tinha uma mercearia muito bem sortida e fazia muito negócio. Frequentava muito lá e ele vendo de sua capacidade convidou-lhe para uma sociedade, ele entrava com a mercadoria e Severino com o trabalho e a responsabilidade.
          Não deu certo essa sociedade com o Sr Chico Inacio, pois ele bebia demais e jogava. Havia acabado com quase tudo, e para não perder, recebeu o quarto que ele negociava em pagamento. Ai já estava mais bem firmado para começar por sua conta, pois já tinha crédito, prática e uma boa freguesia. Trabalhou sozinho no cartório até maio de 1969; quando colocou João Bosco Cavalcante como substituto e em 1987 assumia Maria do Socorro Camara como substituto que depois viria a a ser titular com a minha aposentadoria.
VIDA COMERCIAL.
          O mês de janeiro de 1955, foi para instalar o negócio. Foi a Martins fazer a sua inscrição estadual, abrir a firma em nome da mulher Maria Francisca de Araújo, pois eu como titular do cartório, a firma não podia ser em seu nome. Começou o seu negócio, quase sem capital, conseguiu vendendo um gadinho, juntou 6.000(seis cruzeiros), tomou mais 2.000 (dois cruzeiros) a seu pai emprestado a juro de 2% e completou os 8.000 (oito cruzeiros) de capital.
          Em 1957, seu pai Ernesto Ferreira, veio morar aqui em Mineiro, juntamente com Adauto Vieira que veio do Sítio Xique-Xique para se estabelecer aqui, onde se localizou na atual rua Antônio Dantas, Adauto teve até sorte na mudança, o comércio dele cresceu no ramos de tecidos e miudezas. Comprou o ponto de negócio, casa de morada e montou até uma bomba de gasolina. Depois de uns dez anos, resolveu ir para Mossoró para facilitar os estudos dos filhos. Seu Ernesto comprou a farmácia de Raimundo Belarmino e colocou na casa de morada que havia comprado a seu Chico Inácio. Em 1959 Severino resolveu se estabelecer com tecidos. Antes ramo de secos e molhados e agora tecidos. Neste tempo não havia inflação, tudo era barato, a gente fornecia a um freguês o ano todo fiado para receber na safra do algodão.
        Em 1965, por motivo de doença grave, seu pai Ernesto Ferreira vendeu-lhe o resto do estoque da farmácia. Veio a falecer em 22 de fevereiro de 1966.
        Severino vinha trabalhando até 1970, quase sozinho, apenas com a ajuda da mulher, quando resolveu botar um ajudante na loja, o Sr. João Bosco Cavalcante, rapaz letrado a quem mais tarde, entregou também o cartório. Em 1972, resolveu fazer uma casa de morada no terreno que sobrava e que fazia parte do muro da loja.
        Passou muitos anos, envolvido somente no comércio, comprando e vendendo fiado, perdendo contas e mais contas em mãos de maus pagadores. Quando enfim lembrou-se de fazer algum investimento em casas e terrenos.
        Certo de que poderia deixar o comércio, pois a aposentadoria que esperava ia ser bastante compensadora, pois havia pago muitos anos sobre doze salários,mas ficou apenas em oito salários, ai foi logo procurando passar para os seus filhos a loja e a farmácia.
         Apenas o Lioswald (Dadim), interessou-se pelo negócio e assumiu a responsabilidade, o outro (Lavoisier – “Boim”) não quis saber de viver preso e cuidou logo em sair da sociedade. Passou quase dois anos vivendo desta pequena aposentadoria defasada pela inflação e uns trocados que pegava do cartório, até que em fevereiro de 1987, requereu a sua aposentadoria do cartório, que demorou muito a sair, recebendo no final do ano, seis meses que já estavam acumulados.
MAIS SOBRE SEU SEVERINO
         Seu Severino nunca quis saber de política. Casado com Dona Mariquinha (hoje com 87 anos, debilitada após uma fratura de fêmur), teve 6 filhos: Lucinda (esposa de Dr Francisco ex prefeito de Antonio Martins por 2 mandatos), Lucenira (esposa de Joao Bosco Cavalcante e mãe de Jandiara Jácome, pré-candidata a Prefeita), Licurgo (pai da secretária de administração Ligia), Lucidio (Prefeito por quatro mandatos em nossa cidade, médico e político, que mesmo no início contrario a idéia de seu pai que não queria muito política, mas papai sempre foi torcedor em política, daí ter aceitado na época o chamado para uma colisão com o então líder politico Gilvan Carlos para uma sua candidatura a prefeito em 1982); Lioswald (que tocou o comércio pra frente, apenas mudando a mercearia para Antônio Martins e continuando o ramo de farmácia em Frutuoso Gomes) e Lavoisier (esse era o caçula, muito mimado, ficou tomando de conta dos velhos e até hoje seu apelido é Boim).
Seu Severino foi mais uma vítima do câncer, não resistindo vindo a falecer no Hospital do Coraçao em Natal em 15 de dezembro de 2002 aos 77 anos.


SEU SEVERINO E DONA MARIQUINHA SENTADOS A FRENTE DA CASA EM 1993 COM 68 ANOS.

CASAL COMPLETANDO BODAS DE OURO EM 1998.


NAS BODAS DE OURO, COM OS FILHOS: DA ESQUERDA PARA DIREITA: LICURGO, LIOSWALD, LUCENIRA, SEU SEVERINO, DONA MARIQUINHA, LUCINDA, LAVOISIER E LUCIDIO.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O EMPRESARIO CONTERRANEO QUE FEZ NOME NO SUL DO PAIS

                                     AGASSI FERNANDES BEZERRA


                       
              Nascido em Frutuoso Gomes em 1956, e residente em Catole do Rocha – PB e Mossoró-RN; filho de Antônio Alves Bezerra e Francisca Fernandes de Medeiros (Dona Fransquinha). Dona Fransquinha separou-se do esposo, deixando sete filhos todos menores. Com um pequeno Quiosque ao lado da estação onde se servia café, bebidas e lanches aos viajantes do trem Mossoró-Souza, DonaFransquinha deu assistência e criou todos os filhos com humildade e honestidade.Agassi, o mais velho, era um vendedor de tudo, picolé, pirulito, etc. E muito jovem, começou a ajudar a sua mãe que se via com dificuldades para criar os filhos menores.
                     Empregado em Mossoró em uma lanchonete, com 17 anos, em 1973, estava trabalhando quando um microônibus que fazia viagens para o Sul, o motorista perguntou se alguém queria ir pro Sul, pois existia uma vaga, pois alguém havia desistido. E aí foi a sorte de Agassi, aquele jovem que resolveu partir para o sul atrás de melhores condições de vida e emprego. Sem perspectivas de trabalho em sua terra, partia Agassi para a cidade de Itajaí em Santa Catarina.
                  Agassi, um garoto de 17 anos, trabalhava sol a sol, caminhando ate 23 km x dia, vendendo de porta em porta, vendendo produtos de cama, mesa e banho.
              Após 4 anos de muito trabalho, já de maior idade,consegui abrir sua própria empresa e trouxe seus sete irmãos para trabalhar com o mesmo. Todos, até hoje, permanecem morando em Itajai.
                   Com muito trabalho e honestidade, e ajuda da família, Agassi conseguiu vencer e adquirir um patrimônio de duas lojas de atacado do ramo de calçados e confecções uma no centro e outra no Bairro São Vicente todas em Itajaí, sendo representante de grandes marcas como UMBRO, ADIDAS e outras. Hoje Agassi atende mais da metade do Estado de SC, vendendo calçados, tênis, artigos esportivo e confecções para lojas de varejo.



                  A partir de 2008, ano de uma enchente em Itajaí, motivado por muitas mercadorias não poderem ser erguidas a tempo, resolveu vender tudo a preço de custos, com a garantia de devolver o dinheiro caso apresentasse defeito. Tudo foi vendido rapidamente. E assim todos os anos de 03 de novembro a 10 de janeiro promove o Mega Feirão. Com preços de 30 a 40% abaixo do mercado, vende-se muito, é tanto que abriu a loja na rua vizinha, para puder cobrir o atendimento. Para esse atendimento, chega a aumentar para 16 o número de seus funcionários.





             AGASSI NA POLÍTICA:

         Agassi foi vereador de 1992 a 2004 em Itajaí-SC, e ultimamente tem se dedicado mais ao comércio, mas ainda tem seu irmão, nosso amigo Junior, que foi vereador em dois mandatos também em Frutuoso Gomes, esposo da nossa amiga Girlan, tendo Junior sido candidato em 2012 em Itajaí e que apesar de não ser eleito, obreve 811 votos, ficou entre os 30 primeiros colocados.



            Vereador por dois mandatos em Frutuoso Gomes, Antonio Alves de Medeiros Junior, conhecido como Junior, mandatos de 2005 a 2008 (Presidente entre 2007 e 2008) e 2009 a 2011, renunciando em 2011 para ser candidato em Itajaí. O vereador Junior foi autor de varios projetos de importancia nas areas de educacao, segurança, esporte e cultura. Implantou o Centro Digital na Câmara de Vereadores e ampliou vários ambientes no prédio da Câmara Municipal de Frutuoso Gomes. Sua esposa Girlan Welbe Medeiros, filha do ex vereador in memoriam José Araújo Carlos, que sempre lhe assessorou, hoje é chefe de gabinete da Prefeitura de Itajai - SC. A mesma atuou na area social sendo Coordenadora de Ação Social do nosso municipio. Junior foi um vereador atuante, e deixou uma marca no esporte de nosso municipio, trazendo grandes representacoes do motociclismo, fazendo por vários anos na festa da Padroeira, Corridas de Motociclismo.

sábado, 26 de março de 2016

DR LACY XAVIER: UMA HISTÓRIA DE VIDA

 

Bela e preservada casa do sítio Ponta da Serra, tendo ao fundo uma parte da Serra de Martins. Mantida em grande parte original é um dos locais mais interessantes que se mantém preservado no trajeto do ataque do bando de Lampião ao Rio Grande do Norte – Foto – Rivanildo Alexandrino.

A FAZENDA
Localizada hoje no município de Serrinha dos Pintos, a casa era uma das mais pomposas e mostrava a riqueza da época.
Sua construção data do início do século XX chama a atenção pela imponência em meio a casas tão singelas e, segundo informações apuradas, o local está mantido em grande parte original. Outro fator extremamente positivo em relação a esta local se refere à própria beleza paisagística do ponto onde a mesma foi edificada. Defronte a antiga casa existe o açude Ponta da Serra e uma elevação denominada Serra do Macapá, com quase 500 metros de altitude.

Dr. Francisco Xavier de Lucena, conhecido na cidade serrana de Martins como Dr. Lacy,, quando entrevistado em 2010 – Foto Junior Marcelino.
Segundo o médico aposentado Francisco Xavier de Lucena, conhecido na cidade serrana de Martins como “Dr. Lacy”, esta residência era em sua opinião “-A mais original do todas as que existem no pé da Serra de Martins”.
Em 2010, apesar de um relativo problema de surdez, encontrei na cidade de Martins o Dr. Lacy muito ativo e lúcido e o nosso encontro se deu através do apoio do amigo Junior Marcelino.

A PASSAGEM DE LAMPIAO
O Dr. Lacy nasceu no dia 15 de julho de 1917, tinha quase dez anos de idade na época da passagem do bando de cangaceiros de Lampião pela região e comentou que na ocasião o seu pai, João Xavier da Cunha, era cunhado e trabalhava para o então proprietário do sítio Ponta da Serra, João Frutuoso da Silva.
Este se encontrava com a sua família na propriedade, quando recebeu o aviso da chegada de Lampião através de uma senhora chamada Idalina, o já famoso “Corre que Lampião vem aí!”. Esta senhora vivia em um sítio próximo denominado Tabuleiro de Areia.
Logo a esposa de João Frutuoso, dona Alexandrina, buscou guardar objetos de importância para serem transportadas em dois tradicionais caçuas. Estes são uma espécie de saco de grandes dimensões, feito de couro de boi, montados em uma cangalha no lombo de um jumento. Este animal foi conduzido por um trabalhador da fazenda, enquanto a família seguiria para a cidade de Martins em um veículo Ford de três marchas.
Dr. Lacy relata que na cidade de Martins havia certo número de soldados e pessoas do lugar armadas, sendo levados para piquetes organizados nas ladeiras da região, para assim resistir contra alguma investida do bando. Na opinião do Dr. Lacy, mesmo com muitos moradores buscando refúgio no mato e o clima de medo reinante, a situação não desbancou para uma fuga desesperada naquela urbe, houve certa ordem em Martins.
Seu pai João Xavier, assim que soube da aproximação do bando, mandou um irmão chamado Manuel Galdino seguir da cidade e ajudar João Frutuoso na propriedade. O motorista devia descer pela ladeira que seguia pelos sítios Comissário e Vertentes. Este caminho rústico, feito em 1915 por uma firma inglesa que construía o açude do Corredor, não era nada fácil de ser trafegado naqueles rústicos veículos, pois possuía muitas curvas nos contrafortes da Serra de Martins. Mesmo assim o motorista partiu.
Ao chegar ao sítio Ponta da Serra, Galdino encontrou seus tios e seu primo João Batista da Silva, tratando de sair do local. Em meio a toda confusão associada ao medo, ele rapidamente deu meia volta no veículo e partiu. Acabou deixando de transportar as três empregadas da casa, que ficaram desesperadas e desorientadas. Coisa mesmo de verdadeira comedia pastelão em meio ao caos.

Catinga da Mistura de Perfume Barato, Suor e Cachaça
Segundo Dr. Lacy, foi por muito pouco que os membros da família não foram capturados, pois logo após a saída dos veículos o bando a galope chegou. Ríspida e rapidamente os bandoleiros invadiram todas as dependências da casa, onde arrombaram gavetas, malas e quebraram utensílios.


Defronte a casa grande do Sítio Ponta da Serra, esta é a visão que temos. O Açude Ponta da Serra e a Serra do Macapá – Foto – Rostand Medeiros

Defronte a casa existia um comércio que era tocado pelo filho de Frutuoso, logo este lugar foi arrombado, sendo consumidas as bebidas do estoque e várias mercadorias foram roubadas ou depredadas.
Na casa os cangaceiros, aquecidos pelo álcool, fizeram as três empregadas passarem por apertos. Devido o rápido retorno do veículo de Galdino e da chegada dos celerados na sequência, elas não tiveram tempo de fugir para os matos. Mas o pior foi evitado devido ao chamado de Lampião para que deixassem as mulheres em paz. O próprio chefe comunicou às empregadas que se houvesse capturado Frutuoso, ele só seria libertado mediante o pagamento de quarenta contos de réis, verdadeira fortuna para época, demonstrando o poder econômico do proprietário do lugar.

Na casa os cangaceiros mexeram em uma grande e pesada mesa de madeira, quebrando as gavetas que nela existiam. Em um fogão de ferro fundido, fabricado na Inglaterra, os cangaceiros buscavam avidamente comida, mas nada encontraram. A mesa e o fogão continuam na Ponta da Serra marcando a passagem dos cangaceiros.

Enquanto o saque prosseguia foi capturado o agricultor Francisco Dias, do sítio Corredor, propriedade existente mais adiante. Perguntado qual a próxima propriedade na sequencia da vereda existente comentou ser a Morcego, a um quilômetro de distância, cujo dono era Manoel Raulino. Rapidamente Francisco Dias foi “promovido”, mesmo a contra gosto, a função de guia dos bandoleiros.
Tão violentamente e rápido como chegaram, satisfeitos com o butim, Lampião ordenou que a cabroeira seguisse adiante




Rostand Medeiros e o Dr. Lacy na cidade de Martins, 2010 – Foto – Junior Marcelino.
Logo aquele troço de uns 60 e tantos homens montaram em seus corcéis sertanejos e partiram. Seguiram altivos, coroados pelos seus chapéus de couro, transportando vistosamente suas armas, gritando, assoviando, proferindo palavrões, estalando chicotes e deixando no ar a catinga da mistura de perfume barato, suor e cachaça.
Varias outras propriedades foram assaltados, roubos aconteceram, destruições ocorreram, sequestros e mortes. Mas no dia 13 de junho de 1927 o povo de Mossoró resistiu galhardamente e Lampião e seus cangaceiros foram vencidos e fugiram sem conquistar a “Capital do Oeste”.
Hoje quase ninguém que viveu aquela época está neste plano para dar depoimentos, mas locais como o sítio Ponta da Serra são testemunhos daqueles dias incertos e devem ser preservados.

Defronte a casa da Ponta da Serra em abril de 2014, com os amigos Silvio Coutinho e Rivanildo Alexandrino.


Em abril de 2014 eu estive novamente nesta residência, acompanhado do diretor de cinema Silvio Coutinho, do Rio de Janeiro, e do amigo Rivanildo Alexandrino, da cidade de Frutuoso Gomes (RN), durante as filmagens do documentário “Chapéu Estrelado”, atualmente em montagem.

VALE LEMBRAR QUE NA ÉPOCA O PAI DE DR LACY, JOAO XAVIER DA CUNHA COMPROU A PROPRIEDADE AO SR JOAO FRUTUOSO, E POR HERANÇA DR LACY POSSUI HOJE A PROPRIEDADE DA PONTA DA SERRA.
EM 1938, A MÃE DE DR LACY, SRA. JOSEFINA XAVIER CONCLUIU OS TRABALHOS DA CAPELA DE LUCRÉCIA, COMPRANDO BANCOS, REALIZANDO PINTURA E ADQUIRINDO SINO. HOJE LUCRECIA ETERNIZA SEU NOME COM UMA ESCOLA ESTADUAL DENOMINADA JOSEFINA XAVIER.

DR LACY em Frutuoso Gomes
Na política Dr Lacy por muitos anos travou disputa de liderança com Jocelin Vilar e em uma das vezes ganhou para prefeito de Martins em 1952.
Prefeito de Martins de 1952 a 1957. Em 1955 existia o subsidio de 3600 réis para o sub-prefeito da Vila de Mineiro.
Em 1966 o então prefeito Vicente Costa criou um ambulatório com uma sala onde havia uma mesa de exames, material de curativos, de injeções e espéculos vaginais. A assistência médica dessa época era dada pelo medico de Martins, Dr Francisco Xavier de Lucena (Dr. Lacy).
Em 1962 houve eleição para deputado estadual onde os rivais Jocelin Vilar e Dr Lacy foram candidatos, pra se ver a rivalidade, em Mineiro o resultado foi Jocelin 1979 vts e Dr Lacy 1865 vts. Dr Lacy foi eleito deputado estadual de 1963 a 1966.
Em 1965 muito influenciou na campanha do primeiro prefeito Vicente Costa dos Santos, que ganhou com 260 vts pela UDN.

As Histórias de Vida de Médico da Época:
- Conta Dr. Lacy que nas enchentes em anos bons de inverno, teve uma vez de atender a uma paciente tendo pegado soros aqui na vila e cruzado o rio cheio com os soros todos amarrados uns aos outros com cordão. Se fosse hoje daria com certeza uma infecção grande. Mas Deus protegia na época os inocentes.
- Em outra oportunidade, precisava de luz para fazer um parto e para isso tiveram de abrir um buraco na parede do quarto e ligado a luz do jeep para que pudesse concluir o procedimento.
- Dizem também que Dr Lacy que gostava de tomar umas e outras, certa vez no caminho de Martins, ao parar em uma casa para consultar um doente, esse ao sentir a pulsação do paciente, errou e estava contando a freqüência dele, e aí foi um problema quando Dr Lacy disse: Voce ta é bêbado. Ao que o paciente retrucou: Dr Lacy o Sr está pegando no seu pulso e não no meu.
- Após ser derrotado em uma ultima campanha na década de 60 em Martins para Prefeito, Dr Lacy montou seu consultório particular e fez questão de colocar uma plaquinha: Não sou mais político, consulta só se for pagando.

DR LACY HOJE:
- Nascido em 1917, conta hoje Dr Lacy com 99 anos, tem dois filhos médicos, Jenner e Addison. Inclusive Addison foi colega meu de faculdade. Dr Lacy colocou os nomes nos filhos de médicos famosos.






CASA EM MARTINS ONDE MORA DR LACY. EMBORA PASSE GRANDE PARTE DO TEMPO NA FAZENDA PONTA DA SERRA.


DR LACY É HOMENAGEADO PELO CRM COM A COMENDA PROFESSOR ONOFRE LOPES DA SILVA


A Comenda Professor Onofre Lopes da Silva é outorgada, a cada ano, a médicos que se destacam pela sua contribuição para o desenvolvimento da medicina no Rio Grande do Norte.O Dr. Lacy, conhecido médico da região Oeste do Rio Grande do Norte, lá da cidade de Martins, cujo nome mesmo é Dr. Francisco Xavier de Lucena, recebeu a Comenda Professor Onofre Lopes da Silva do Conselho Regional de Medicina, através dos seus filhos, os médicos Dr. Addisson Carvalho Xavier e Dr. Jenner Carvalho Xavier. A medalha e o certificado da Comenda foram entregues pelo Conselheiro Dr. José Hildo Fernandes, na noite da última quinta-feira, dia 15 de outubro de 2009.
ACREDITO SER DR LACY O MÉDICO MAIS IDOSO DO RIO GRANDE DO NORTE E TALVEZ DO BRASIL.

sábado, 19 de março de 2016

Citado por Moro, Watergate gerou grande expectativa (e desilusão) nos EUA

João Fellet - @joaofellet

(Foto: AP)

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Image captionWatergate, que derrubou Richard Nixon, também envolveu gravações de conversas

Citado pelo juiz Sérgio Moro em despacho na quinta-feira, o escândalo de Watergate provocou uma das mais graves crises institucionais da história dos Estados Unidos e, como a Operação Lava Jato, gerou grandes expectativas de mudanças na política americana.
Muitos acreditavam que o caso ─ que levou à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974 ─ ampliaria o controle sobre as campanhas eleitorais e ameaçaria o domínio dos principais grupos políticos.
Quarenta e dois anos depois, porém, os partidos Democrata e Republicano continuam a se revezar na Casa Branca, e a disputa pela sucessão de Barack Obama deverá ser a campanha eleitoral mais cara da história do país.
Moro se referiu ao Watergate ao justificar a divulgação de gravações de telefonemas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.
"Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente, podendo ser citado o conhecido precedente da Suprema Corte americana em U.S. v. Nixon, 1974, ainda um exemplo a ser seguido", afirmou o juiz em despacho.

(Foto: Getty)Image copyrightGetty
Image captionMoro citou Watergate ao justificar divulgação de conversas entre Lula e Dilma

Na disputa judicial citada por Moro, o procurador Leon Jaworski, que investigava ações ilegais para desestabilizar a campanha de um político rival a Nixon, pediu acesso a gravações de conversas entre o presidente e assessores feitas pela própria Casa Branca.
O presidente recorreu à Suprema Corte alegando que o cargo lhe garantia imunidade judicial e que sua comunicação com auxiliares deveria permanecer sob sigilo. Mas a corte decidiu que as gravações deveriam ser entregues, acelerando a renúncia de Nixon.

Grampos na campanha

A crise começou a ser gestada em 1972, quando um grupo invadiu o prédio Watergate, em Washington, para fotografar documentos e instalar grampos telefônicos num escritório do Partido Democrata, que fazia oposição a Nixon e apoiava a candidatura de George McGovern à Presidência.
O objetivo era obter informações que favorecessem a reeleição de Nixon, do Partido Republicano.
Cinco homens foram presos em flagrante durante a invasão. Investigadores descobriram que um deles havia recebido US$ 25 mil da campanha de Nixon, que, no entanto, conseguiu se reeleger.
Conforme a investigação prosseguia, assessores próximos de Nixon foram implicados. Em 1973, o Senado também passou a fazer diligências sobre o episódio e soube que a Casa Branca gravava por conta própria todas as conversas do presidente no Salão Oval, o que levou ao pedido de acesso às fitas.
As gravações revelaram que Nixon havia discutido com assessores formas de obstruir as investigações.

(Foto: BBC)
Image captionEscândalo de Nixon envolveu espionagem de rival

O presidente renunciou antes que o Congresso votasse seu impeachment, em 8 de agosto de 1974. Seu vice, Gerald Ford, assumiu e lhe concedeu um perdão presidencial, tornando-o imune a punições por atos cometidos em sua administração.
O Watergate levou à condenação de 48 funcionários do governo americano, muitos dos quais acabaram presos.

Limpeza na política

Uma reportagem publicada na revista U.S. News & World Report poucos dias após a renúncia de Nixon dizia que o caso teria um impacto "profundo e duradouro" na política americana e "higienizaria" suas práticas.
A reportagem afirmava que, entre outros efeitos, o episódio afastaria os eleitores dos partidos políticos, pondo em xeque o sistema bipartidário americano, e aumentaria o controle sobre doações eleitorais.
O Congresso chegou a aprovar uma reforma eleitoral, criando um fundo público para financiar campanhas, proibindo doações secretas e definindo limites para os repasses.
Mas aos poucos a Suprema Corte anulou a reforma ao decidir que controlar as doações eleitorais ameaçaria a liberdade de expressão.
A polarização entre os partidos Republicano e Democrata tampouco foi quebrada: todos os presidentes que assumiram desde Nixon pertenciam a uma das siglas.

(Foto: Getty)Image copyrightGetty
Image captionEleição americana deve custar cinco vezes mais que a de 2012, que reelegeu Obama

Lições esquecidas?

Com o quadragésimo aniversário do Watergate, muitos órgãos de imprensa analisaram seus legados.
Um artigo na CNN questionava se o país havia esquecido uma lição chave do caso ao permitir que empresas e sindicatos doassem valores ilimitados aos chamados Super PACs (Comitês de Ação Política).
Em tese independentes, esses comitês podem patrocinar comerciais ou eventos favoráveis ou contrários a candidatos.
Na prática, são usados por políticos para driblar restrições a doações e preservar doadores, já que os comitês podem divulgar suas identidades só depois das eleições.
Estima-se que a campanha de 2016 custará até US$ 10 bilhões, valor equivalente ao PIB de Madagascar e cinco vezes maior que as quantias arrecadadas por Barack Obama e Mitt Romney na corrida de 2012.

sábado, 12 de março de 2016

HÁ QUATRO MESES PARTIA O NOSSO QUERIDO AMIGO PAULO DE TASSO DE JOAO DIAS


PROGRAMA UNIVERSO DA VIOLA DA RADIO VIDA DE MARTINS DIRIGIDO POR PAULO DE TASSO 


Faleceu em 12 de novembro de 2015. Ele perdeu a luta contra um câncer de Pâncreas
Paulo de Tarso era líder da política tradicional oestana.
“Mandava” em João Dias, como dizia seus correligionários e admiradores.
Na Assembleia Legislativa, a morte do líder político foi registrada pelo deputado Gustavo Carvalho (Pros).
“Tive a honra de conviver com Paulo de Tarso há mais de dez anos e sou testemunha de sua dedicação ao trabalho político e social em benefício da população de João Dias.  Sua partida é uma perda irreparável”, disse Gustavo, que se solidarizou com os familiares e com a população de João Dias.
ERAMOS PRIMOS, PAULO VERISSIMO SEU PAI ERA PRIMO LEGITIMO DE MINHA MAE.