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HISTORIA DOS MUNICIPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE EM 1960
domingo, 26 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
RECORTES DE JORNAL COM NOTICIAS DE FRUTUOSO GOMES:
RECORTES DO DIARIO DE NATAL SOBRE FRUTUOSO GOMES DECADAS DE 60-70
RECORTES DO DIARIO DE NATAL SOBRE FRUTUOSO GOMES DECADA DE 80
RECORTES DO DIARIO DE NATAL SOBRE FRUTUOSO GOMES DECADAS DE 60-70
RECORTES DO DIARIO DE NATAL SOBRE FRUTUOSO GOMES DECADA DE 80
quarta-feira, 1 de março de 2017
Dr. Lauri médico há 40 anos Prefeito de Brejo dos Santos pela quinta vez
Na posse em Jan de 2017 quinto mandato de Prefeito
FRENTE DO HOSPITAL SAO LUCAS
DRA ISAURA CARDIOLOGISTA SUA FILHA
DR LAURI NO CONSULTORIO MÉDICO
VISITA DE DR LUCIDIO A DR LAURI
ENTRADA DO HOSPITAL
FRENTE DO HOSPITAL
O prefeito de Brejo dos Santos, o médico Lauri
Ferreira da Costa e o vice, o também médico Sandrinho Santos (ambos do PSDB),
tomaram posse nos referidos cargos na noite de ontem, dia 01 de janeiro.
A Cerimonia aconteceu ao lado do prédio da Câmara de vereadores, num espaço preparado e organizado para a realização do evento. Após o juramento, o presidente da Câmara, Rinaldo Soares (PSDB) declarou empossado os novos gestores do município.
Em seguida, o novo prefeito se dirigiu a sede do Paço Municipal e lá proferiu discurso para uma multidão que o aguardava.O político falou da responsabilidade de gerenciar a cidade pela quinta vez.
A Cerimonia aconteceu ao lado do prédio da Câmara de vereadores, num espaço preparado e organizado para a realização do evento. Após o juramento, o presidente da Câmara, Rinaldo Soares (PSDB) declarou empossado os novos gestores do município.
Em seguida, o novo prefeito se dirigiu a sede do Paço Municipal e lá proferiu discurso para uma multidão que o aguardava.O político falou da responsabilidade de gerenciar a cidade pela quinta vez.
– É a quinta vez que eu vou coloca-la (a faixa) uma
nos ombros e sei que ela não pesa um quilo ou meio quilo, ela pesa uma tonelada
de responsabilidade, reconheceu.
Dr.Lauri falou que este seria o seu último mandato
como prefeito, pois deseja dá oportunidade a formação de novas lideranças.
– Estou nessa hora, da mesma forma que falei na
Câmara de vereadores me despedindo do povo de minha terra nessa questão
política. Eu não quero ser mais nada politicamente. Nascido num torrão pobre,
numa terra muito pequena, vivendo a vida dentro de um hospital cuidando da
pobreza de minha terra, eu não estou aqui para pedir voto a vocês, eu estou
aqui para pedir que vocês me amem como eu amo vocês, pediu muito emocionado e
com a voz embargada, o prefeito.
Muito aplaudido, e ainda emocionado, lembrou que
esteve em São Paulo no início de sua formatura como médico e ao terminar a
residência, uma equipe de amigos pediu que ele ficasse, mas decidiu voltar a
Brejo dos Santos para cuidar dos mais humildes de Brejo dos Santos.
Dr.Lauri e Dr. Sandro foram eleitos em 02 de
outubro com 2.634 votos ou 51,72%, numa eleição bastante acirrada contra o
então prefeito, o médico, Luiz Vieira (PT do B) que disputava a reeleição.
Esta é a quinta vez que Dr.Lauri assumirá a
prefeitura do município de Brejo dos Santos, as outras foram em 1982, 1996,
2000, 2009. Em 1990, foi eleito Deputado Estadual, ficando na Assembleia
Legislativa da Paraíba por quatro anos, até 1994.
ESTIVE VISITANDO O DR LAURI NA TERÇA DESTE CARNAVAL, E
O INTERESSANTE ENCONTREI O MESMO NO HOSPITAL CONSULTANDO E INTERNANDO
PACIENTES. UMA VERDADEIRA SAGA DE UM MÉDICO PREDESTINADO A POLITICA E MEDICINA
DO INTERIOR.
O HOSPITAL SÃO LUCAS
Criado como Entidade Filantrópica, Dr Lauri fundou
e construiu o Hospital São Lucas, e o mais interessante, é medico 24 horas
dentro dele. Dentro do mesmo, podemos encontrar fotos dos seus filhos médicos:
Livaldino (Clinico Geral na Regiao), Isaura (cardiologista em Catole do Rocha),
Lauri Filho (Ortopedista em Recife). Como ele diz, não tenho nada, meus filhos
estando bem educados está tudo bem.
Existe também uma foto do então Dr Lauri recém-formado
com as frases abaixo:
BREJO DOS SANTOS: TERRA ONDE NASCI. ONDE CRESCI.
MADRE QUE ABRAÇARÁ OS MEUS FRAGEIS OSSOS QUANDO O CANSAÇO ME AFLIGIR....
PRECISANDO DE ALGUEM QUERO QUE SAIBA: EU ESTOU AQUI! E MESMO APÓS PARTIR, NÃO
ESQUEÇAM O MEDICO AMIGO: DR LAURI.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Fies: um pesadelo para o aluno e uma farra para as universidades
Reportagem de VEJA desta semana mostra como o Fies, um programa de financiamento estudantil que nasceu como uma excelente ideia ao abrir as portas das faculdades para jovens desfavorecidos, se transformou numa grande farra para universidades privadas – que chegaram a crescer 22 130%, como o grupo Kroton – e um pesadelo para os estudantes.
A revista VEJA entrevistou quase uma centena de alunos que têm ou tiveram financiamento do Fies e encontrou um leque de irregularidades relacionadas às mensalidades que fazem com que apoiados pelo Fies paguem mais que os outros estudantes. Mas a disparidade é só um dos indícios de que o Fies é um programa mal gerido e mal fiscalizado. Há outro efeito perverso: o endividamento superlativo de milhares de estudantes de baixa renda, o que levou a uma taxa de inadimplência de 49%.
domingo, 22 de janeiro de 2017
'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários
Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
Número de instituições de ensino superior mais que dobrou desde 2001
“Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.
"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.
"Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas", diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. "Surpreendentemente, terminanos com vagas em aberto."
Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.
Produtividade da industria aumentou apenas 1,1% na última década, segundo a CNI
Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% desse contingente de desempregados.
"Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem", explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.
Causas
Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a "geração do diploma".
A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.
Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.
"Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim", diz Pastore.
Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.
“São mais uma extensão do ensino fundamental", diz McCowan. "E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade."
Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.
Especialistas questionam qualidade de novas faculdades no Brasil
Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.
De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos - de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. "E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda", prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.
Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.
"Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos", diz ela. "E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros."
Postura e experiência
A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.
Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a "geração do diploma".
A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.
Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.
"Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim", diz Pastore.
Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.
“São mais uma extensão do ensino fundamental", diz McCowan. "E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade."
Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.
Especialistas questionam qualidade de novas faculdades no Brasil
Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.
De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos - de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. "E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda", prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.
Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.
"Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos", diz ela. "E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros."
Postura e experiência
A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.
“Muitos jovens têm vivência acadêmica, mas não conseguem se posicionar em uma empresa, respeitar diferenças, lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade”, diz Marcus Soares, professor do Insper especialista em gestão de pessoas.
“Entre os que se formam em universidades mais renomadas também há certa ansiedade para conseguir um posto que faça jus a seu diploma. Às vezes o estagiário entra na empresa já querendo ser diretor.”
As empresas, assim, estão tendo de se adaptar ao desafio de lidar com as expectativas e o perfil dos novos profissionais do mercado – e em um contexto de baixo desemprego, reter bons quadros pode ser complicado.
Para Marcelo Cuellar, da consultoria de recursos humanos Michael Page, a falta de experiência é, de certa forma natural, em função do recente ciclo de expansão econômica brasileira.
"Tivemos um boom econômico após um período de relativa estagnação, em que não havia tanta demanda por certos tipos de trabalhos. Nesse contexto, a escassez de profissionais experientes de determinadas áreas é um problema que não pode ser resolvido de uma hora para outra", diz Cuellar.
Nos últimos anos, muitos engenheiros acabaram trabalhando no setor financeiro, por exemplo.
"Não dá para esperar que, agora, seja fácil encontrar engenheiros com dez ou quinze anos de experiência em sua área – e é em parte dessa escassez que vem a percepção dos empresários de que ‘não tem ninguém bom’ no mercado", acredita o consultor.
'Tradição baicharelesca'
Por fim, a terceira razão apresentada por especialistas para explicar a decepção com a “geração do diploma” estaria ligada a um desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.
"É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários." Gabriel Rico
De um lado, há quem critique o fato de que a maioria dos estudantes brasileiros tende a seguir carreiras das ciências humanas ou ciências sociais - como administração, direito ou pedagogia - enquanto a proporção dos que estudam ciências exatas é pequena se comparada a países asiáticos ou alguns europeus.
“O Brasil precisa de mais engenheiros, matemáticos, químicos ou especialistas em bioquímica, por exemplo, e os esforços para ampliar o número de especialistas nessas áreas ainda são insuficientes”, diz o diretor-executivo da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico.
Segundo Rico, as consequências dessas deficiências são claras: “Em 2011 o país conseguiu atrair importantes centros de desenvolvimento e pesquisas de empresas como a GE a IBM e a Boeing”, ele exemplifica. “Mas se não há profissionais para impulsionar esses projetos a tendência é que eles percam relevância dentro das empresas.”
Do outro lado, também há críticas ao que alguns vêem como um excesso de valorização do ensino superior em detrimento das carreiras de nível técnico.
“É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários”, diz o consultor.
Rafael Lucchesi concorda. "Temos uma tradição cultural baicharelesca, que está sendo vencida aos poucos”, diz o diretor da CNI – que também é o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria, que oferece cursos técnicos).
Segundo Lucchesi, hoje um operador de instalação elétrica e um técnico petroquímico chegam a ganhar R$ 8,3 mil por mês. Da mesma forma, um técnico de mineração com dez anos de carreira poderia ter um salário de R$ 9,6 mil - mais do que ganham muitos profissionais com ensino superior.
“Por isso, já há uma procura maior por essas formações, principalmente por parte de jovens da classe C, mas é preciso mais investimentos ara suprir as necessidades do país nessa área”, acredita.
CONCLUSÃO: Atualmente o numero de pessoas que possuem ensino superior aumentou, isso aconteceu porque ficou mais fácil conseguir um diploma devido ao surgimento de várias faculdades particulares nos últimos anos. Estas faculdades exigem menos dos alunos e eles acabam aprendendo menos e se formam profissionais não muito eficientes, não todos mas a maioria. Além de oferecer pouco conhecimento as faculdades particulares contribuem com segregação e desigualdade sociais, uma vez que a população de baixa renda não tem acesso aos cursos mais valorizados como medicina, direito e algumas engenharias. A geração diploma tem decepcionado empresas pois os jovens não sabem lidar com as hierarquias das empresas, nem como se portar no ambiente de trabalho e também não sabem como sair de situações difíceis, outro fato preocupante é que esses novos profissionais não estão sendo capazes de conduzir projetos de pesquisas de grandes empresas, ou seja, não são capazes de desenvolver a economia e nem os setores nos quais trabalham.
É possível encontrar muitas pessoas que fizeram faculdade, mas que trabalham em áreas que não têm nada a ver com sua formação superior.Ter um diploma é importante, mas é preciso aprender na faculdade e colocar em prática tudo o que se aprendeu quando se está formado porque não há razão para fazer um curso só para conseguir um diploma.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
A AUDÁCIA DE UM GOVERNADOR
Quando vejo essas noticias da rebelião em Alcaçuz e 27 mortos ou mais como dizem, lembro da historia que contam no governo Juvenal Lamartine em 1927.
15 de março de 1927: Juvenal Lamartine assumiu no Palácio Potengi, em Natal, o governo do Rio Grande do Norte".
"Dizem que esse governo resolveu reunir todos os prisioneiros porque as cadeias já não os cabia mais. Decidiu soltá-los sob a condição de nunca mais roubarem nem praticarem outros delitos. Fichou todos eles na Polícia e mandou que lhes raspasse a cabeça, avisando-lhes: _ Eu vou soltar-lhes da prisão sob condições de vocês cumprirem as leis! Abram do olho porque todo aquele que for pego na reincidência do crime, eu não sei o que poderá acontecer! Quem avisa amigo é; quem abusa é porque quer, segundo o livro dos provérbios!".
"Algum tempo depois as cadeias estavam novamente esbarrotando de prisioneiros. O governador Juvenal Lamartine, mandou os presos entrarem numa goveta da marinha e tocou voz de comando. Navegaram 80 milhas distas de Natal. Ao chegar em alto mar ele enfileirou todos os prisioneiros na proa da goveta. De um lado, os presos primates no crime; do outro lado, os presos reincidentes no mesmo. Cada um na frente de um soldado. Gritou voz de comando e cada soldado jogou um preso em alto mar. Ele disse para os outros que já os tinha soltado pela primeira vez sob condições deles cumprirem as leis. _ Avisei-lhes que não seria complacente com os reincidentes no crime. O mesmo eu digo a vocês: estão soltos porque não tem dinheiro no mundo que dê para sustentá-los nas prisões abarrotadas demais que não tem mais lugar sequer para vocês dormirem!. Dizem que por isto a criminalidade no Rio Grande do Norte é pouca em relação aos outros estados brasileiros!". (Diário). Isso era em tempos passados porque hoje emparelha ou está mais violento que muitos Estados.
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