quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

XAROPE AMARGO

Cresci na vida, e feliz por não me esquecer do passado. Tanto que, nesses tempos chamados modernos houve diferenças substanciais no comportamento humano.
Remédios e fortificantes, hoje, não têm mais gosto e cheiro ruim, e as temíveis injeções de Eucaliptine anticatarral, a base de óleo de eucalipto, e Linfogex anti-infeccioso doem muito menos do que o sofrimento decorrente da exploração do homem pelo homem, e a violência criminosa contra inocentes.
Como se denominar de “mundo moderno” quando a violência incontida e selvagem mata covardemente, destruindo famílias em proveito de nada?
Antigamente o homem lutava pela prevalência de um ideal de vida daí a diversidade da burguesia, capitalismo e o marxismo. Hoje a violência não se escora em qualquer ideologia ou credo, nem justificativa para tal.
Mata-se a sangue frio, sem por motivo fútil, metralhando quem aparecer pela frente. Sejam pobres, ricos, de qualquer cor, religião ou ideologias, assassinados fria e premeditadamente na fome insaciável e encolerizada do prazer de matar por matar!
E por que essa hecatombe vem acontecendo nos dias atuais?
Pela facilidade na aquisição, por vias legais ou ilegais, de modernas armas letais, criminosamente omitidas pelos poderes públicos, tradicionais parceiros do poderio econômico-financeiro das indústrias bélicas mundiais. Qualquer pessoa compra, facilmente, o tipo de arma desejada ceifando vidas indefesas.
De nada adiantará restrições legais às pessoas, algumas se escudando passar por loucos, sem haver limites rígidos à fabricação acelerada e descontrolada de temíveis armas de fogo.
Este, o xarope amargo que todos nós temos que tomar goela à dentro, sem pestanejar ou fazer careta. Até porque, o vírus da doença, matar por matar, pode levar qualquer um ser a próxima vítima, sem xarope amargo que cure a criminosa falta de segurança dos dias atuais.

MAPA DA VIOLÊNCIA - BRASIL VIVE UMA GUERRA CIVIL... MUNICÍPIOS EM GUERRA CIVIL... UMA TEMPESTADE DE VIOLÊNCIA... UM BANHO DE SANGUE...NO RASTRO DOS DESGOVERNOS E DA CORRUPÇÃO REINANTES NO BRASIL NÃO PODERIA SER DIFERENTE! E O MOSQUITO MATANDO POR FORA...



COM TANTA VIOLÊNCIA E HOMICÍDIOS - TANTO SANGUE DERRAMADO - FRUTO DOS DESGOVERNOS CORRUPTOS DO BRASIL - A COR VERMELHA DO SANGUE PODERIA SER ACRESCENTADA NA BANDEIRA NACIONAL: A publicação do Mapa da Violência do ano de 2017 - Pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) - mostra que o Estado brasileiro está falido, não garantindo aos brasileiros o mínimo que o Poder Público deve garantir para justificar sua existência: SEGURANÇA PÚBLICA E O DIREITO À VIDA. Os números do mapa da Violência são assustadores com o crescimento vertiginoso de tanta violência, tantos homicídios. Sem falar na violência no trânsito e na violência que não mata, mas deixa sequelas. Os dados da violência ocorrem a partir dos homicídios em cada Estado da Federação. Enquanto os Municípios estudados, todos têm acima de 100.000 habitantes. É POSSÍVEL IMAGINAR O BRASIL COMO UM CORPO DEVORADO PELAS TRAÇAS DA CORRUPÇÃO QUE AO SE OLHAR NO ESPELHO ENXERGA O OUTRO LADO DESSA TRAGÉDIA - A VIOLÊNCIA DESMEDIDA - A BANALIZAÇÃO DO MAL E DA MORTE DA FORMA MAIS CRUEL POSSÍVEL. NUM MAR DE SANGUE. Havendo uma relação direta de causa e efeito entre os desgovernos, que agem para piorar e esse mar de sangue, numa tempestade balas. Os políticos, eleitos para governarem, poderiam ser acusados por omissão... MAS OMISSÃO É NÃO AGIR... NO CASO ELES AGEM E AGEM PARA PIORAR... QUANDO NÃO SÃO OS PRÓPRIOS AGENTES QUE PRATICAM TODO TIPO DE VIOLÊNCIA...


O QUE É MESMO VIOLÊNCIA? CONCEITUANDO VIOLÊNCIA: Violência é palavra que vem do Latim. Significa força... vigor... ímpeto... transgredir... diz respeito à força impulsiva... vigorosa... brutal... que não respeita regras, nem convenções. O MAPA DA VIOLÊNCIA poderia ter o seu significado traduzido como: O MAPA DA FORÇA BRUTAL DE PESSOAS , QUE REGISTRA VIOLÊNCIA DE PESSOAS CONTRA PESSOAS OU DE GRUPO DE PESSOAS CONTRA PESSOAS OU GRUPO DE PESSOAS NO BRASIL - CAUSADORES DA MORTE. SEM RESPEITAR LEIS, CONVENÇÕES, OS MÍNIMOS VALORES CIVILIZATÓRIOS. O mais grave e o mais triste é a interiorização da violência. Outrora as cidades do interior se contrapunham aos grandes centros urbanos, sobretudo às capitais, como locais pacíficos, tranquilos, onde havia mais respeito pela integridade física das pessoas. A situação da violência, não apenas piorou nas grandes cidades, com explodiu também para as pequenas cidades. NIVELANDO O BRASIL INTEIRO COMO PALCO DE TODA FORMA DE VIOLÊNCIA DESMEDIDA, TANTO EM QUANTIDADE, COMO NA CRUELDADE E NA CAUSAS FÚTEIS, COMO SE PRATICA A VIOLÊNCIA. QUANDO O CORRETO, SE EXISTISSE POLÍTICA DE SEGURANÇA SÉRIA, SERIA NIVELAR OS LUGARES VIOLENTOS COM OS LUGRES ANTES PACÍFICOS, NIVELANDO-SE PELA PAZ. Certos paradoxos, EM MEIO A ESTE INFERNO, são até constatados, como por exemplo:

a) Assaltantes praticarem roubos contra vigias, objetivando tomar suas armas;
b) Policias serem caçados por facções, chegando ao ponto de viaturas hesitarem sair às ruas;
c) Facções tomando conta dos presídios e a guerra de facções;
d) O tráfico de drogas invadir o interior e consigo levando facções e conflitos;
e) Governos fazerem acordos rendendo-se às facções a perspectiva de piora;
f) Facções tomares de conta de escolas e dos presídios;
g) A esperança não é que melhore, mas que não piore;
h) O império do medo em todas as cidades, o império do terro;
i) Na política o império da corrupção, a morte lenta da esperança;
j) Governos investindo na repressão, não na prevenção da violência. Uma guerra civil.


OS DADOS ESTATÍSTICOS DO MAPA DA VIOLÊNCIA 2017 SÃO ASSUSTADORES - Os números da violência em todo o Brasil, que resultam em homicídios dão à certeza, que nos dias atuais, quem sai de casa, para uma simples caminhada, para o trabalho, para o cinema... não sabe se voltará vivo para casa. Eis 10 dados estarrecedores:

1 - No ano de 2015, houve 59.080 homicídios, Cerca de 11.000 homicídios a mais que no ano de 2005;

2- Os 557 municípios mais violentos do Brasil são palcos de cerca de 76,5% das mortes, isto é, aproximadamente, para cada 04 assassinatos, 03 ocorrem nestes 557 Municípios, do total de 5.570 municípios brasileiros;

3) Nas regiões Norte e Nordeste ocorreu o maior aumento dos dados de homicídios, no caso do Rio Grande do Norte, o crescimento de homicídios ultrapassou 230% quando se comparam os dados de 2005 com os dados da violência em 2015;

4) 92% dos assassinados são homens, jovens, pele negra ou parda, a maioria com idade entre 15 e 29 anos. Em idade ativa. UM GENOCÍDIO;

5) No caso do Ceará, em 2005, matou-se para cada 100 mil habitantes, 21 pessoas. Totalizando 1.699 vítimas. Já em 2015, o número sofreu um aumento de 122%, ou seja, matou-se cerca de 47 pessoas para cada 100 mil habitantes. Totalizando em 2015 4.163 vitimas Então basta verificar quem foram os governadores nesse período para ficar claro a incompetência de todos eles quanto à política de segurança pública;





6) O Estado do Ceará não tem nenhum dos seus municípios entre os 30 Municípios, com mais de 100 mil habitantes, mais pacíficos do Brasil. DOUTRA FEITA, entre os 30 municípios mais violentos do Brasil, com população superior a 100 mil habitantes, o Ceará consta na lista com 03 Municípios: Maracanaú, Fortaleza e Caucaia;

7) No ano de 2005, 3.887 mulheres foram assassinados no Brasil. Em 2015 o número de mulheres mortas subiu para 4.621 mulheres mortas em todo o país. Um crescimento de 18,9%, o que bem mostra o fracasso da Lei Maria da Penha, pois até o presente não se priorizou o combate à violência contra mulher de forma preventiva. Fundamental lembrar que o número de homicídios de homens e mulheres no Brasil, em 2015, foi de 59.080 vítimas. De onde se deduzindo 4.621 mulheres mortas, tem-se que 54.459 vítimas foram homens, ou seja, para cada mulher morta, mataram-se 11 homens. UM GENOCÍDIO;

8) No Estado do Ceará, no ano de 2005, 143 mulheres foram assassinadas. No ano de 2015, o número de vítimas subiu para 254 mulheres. Um aumento de 77,6%. O que demonstra que a Lei Maria da Penha fracassou ate mesmo na terra natal da maria da Penha. Tudo por não haver uma política da Estado voltada para prevenção da violência contra mulher. Sequer o Poder Público consegue realizar campanhas educativas envolvendo escolas, mídia e sociedade civil organizada;

9) Em 2015, os 05 Estados da Federação, em que mais se mataram mulheres: Roraima, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Espírito Santo;

10) As armas de fogo são as mais utilizadas para prática de homicídios. No ano de 2015, O total de vítimas por armas de fogo chegou a 41.817 homicídios. Isto é, cerca de 72% do total de pessoas assassinadas foram vítimas de armas de fogo. enquanto isso, na Europa, apenas 21% do total de vítimas são mortas por armas de fogo. Abaixo, um verdadeiro mapa do resumo da tragédia social e da falência do Poder Público devorado pela corrupção:



domingo, 17 de dezembro de 2017

Com extras, 71% dos juízes do país recebem acima do teto de R$ 33 mil

Nos Tribunais de Justiça, penduricalhos representam um terço da renda, aponta levantamento do jornal carioca O Globo.
Da redação, O Globo, 17 de dezembro de 2017



Folhas de pagamento entregues este mês ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por tribunais de todo o país mostram que, ao menos nas cortes estaduais, receber remunerações superiores ao teto constitucional é regra, não exceção. Levantamento do Núcleo de Dados do GLOBO, com base nas informações salariais divulgadas pela primeira vez pelo CNJ, aponta que, nos últimos meses, 71,4% dos magistrados dos Tribunais de Justiça (TJs) dos 26 estados e do Distrito Federal somaram rendimentos superiores aos R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — valor estabelecido como máximo pela Constituição.

Dos mais de 16 mil juízes e desembargadores dos TJs, 11,6 mil ultrapassaram o teto. A remuneração média desse grupo de magistrados foi de R$ 42,5 mil. Nessa conta, auxílios, gratificações e pagamentos retroativos têm peso significativo e chegam a representar um terço do rendimento mensal — cálculo que só pôde ser feito a partir da exigência do CNJ de receber as folhas completas num único padrão. No levantamento, O GLOBO desconsiderou os benefícios a que todos os servidores dos Três Poderes têm direito: férias, abono permanência e 13º salário. Em alguns estados, foi usada como referência a folha de novembro; em outros, a de outubro ou setembro, dependendo da que foi divulgada.

NOTA DO BLOG: Será que eles vao devolver aos cofres públicos o que passou do teto? Vale salientar uns marajás desses, num pais em que falta saude, seguranca, educação, e tudo o mais.


domingo, 5 de novembro de 2017

A escrava Luislinda



Ninguém sabia até algumas horas atrás quem era essa Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos – sim, acredite ou não, existe tal emprego no Brasil Para Todos: “ministro dos Direitos Humanos”, com direito a carro chapa branca e todas aquelas outras cerejas no bolo que você conhece tão bem. Luislinda, em condições normais, seria mais um caso de alta autoridade que faz a costumeira viagem do anonimato para o anonimato. Mas a ministra resolveu aparecer – e armou um desastre que, a partir de agora, se transforma na história da sua vida. “Luislinda?”, vão dizer no futuro os que ainda se lembrarem do caso. “É aquela que queria ganhar 60.000 reais por mês, porque acha que os 33.000 e tantos que está ganhando são tão pouco que caracterizam trabalho escravo.”
A ministra queria somar o seu salário de desembargadora na Bahia aos vencimentos que tem à frente o ministério. Não pode, embora seja praticado abertamente de norte a sul em nosso Brasil brasileiro por um monte de gente que manda mais do que ela. Mas há certas coisas que não dá para fazer nem em Brasília. Dizer-se vítima de “trabalho escravo” ganhando mais de 30.000 reais por mês, e pedir que o erário público lhe pague o dobro do que já está pagando, é uma delas.
Não deu certo. Todo o mundo ficou sabendo, porque foi publicado na imprensa, e Luislinda teve de desistir subitamente do requerimento que havia feito. Porque desistiu, se achava que tinha razão? Afinal, ela foi capaz de escrever uma petição com mais de 200 páginas exigindo os seus 60.000. É coisa muito pensada, que levou tempo e deu trabalho para fazer – só de pensar na obrigação de ler um negócio desses a pessoa já fica exausta. Se considerava a si mesma tão cheia de razão, tinha de insistir no seu pedido – no mínimo, para não incentivar essa turma que, segundo a pregação corrente na praça, quer abolir a abolição da escravatura. Mais: se o governo não iria atender ao seu grito de revolta, ela teria, pelo menos, de pedir demissão do cargo.
Que esperança. Luislinda continua lá, com salário de escrava e tudo, porque no fim das contas é isso o que lhe interessa: ficar. É a atitude clássica do mandarim brasileiro. Se faz alguma coisa escondido e ninguém percebe, beleza. Se ficarem sabendo e der confusão, Suas Excelências caem fora.
O ministério ocupado por Luislinda, em si, já é uma trapaça gigante. Direitos Humanos? Como, num governo que gasta mais de 1 trilhão de reais por ano, não há ninguém para cuidar disso? Precisa de ainda mais gente? É engraçado: quando mais imprestável é alguma coisa no serviço público, maior é a tendência de seus responsáveis se meterem em casos assim. A ministra só é diferente numa coisa, apenas uma, da manada de promotores, procuradores, juízes, desembargadores (ela tem esse cargo, aliás), ministros dos tribunais regionais, superiores e supremos, marajás variados, etc.: quase todos eles violam sem o menor constrangimento a lei do teto salarial e saem ganhando sempre. Luislinda, no fundo, é apenas mais uma prova, agora apresentada de uma forma francamente patética, do mundo de demência em que vivem os altos funcionários deste país. Passam a acreditar, com empenho fanático, que a realidade é aquela que vivem, e que o pagador de impostos tem a obrigação de prover o bem estar que decidem ser indispensável para si próprios. A psiquiatria chama isso de “desordem delusional” – o conjunto de alucinações e crenças psicóticas através das quais o indivíduo nega a realidade ao seu redor e constrói um universo artificial onde tudo existe em função de seu interesse pessoal. É um distúrbio ilusório grave. Parece que não tem cura.

domingo, 22 de outubro de 2017

RN chega a marca de 2.000 assassinatos em menos de um ano

O RN atingiu a incrível e assombrosa marca de 2000 assassinatos no ano. Nunca se matou tanto na história do estado. O total de assassinatos é 25,8% maior que a quantidade registrada no mesmo período do ano passado, uma média assustadora de 6,80 mortes por dia.

A capital Natal, com 524 mortes, é a cidade potiguar mais violenta.

Cerca de 78% dos assassinatos estão relacionados com o tráfico de drogas, de acordo com Sheila Freitas, secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed).

Se faz necessário políticas públicas eficazes de enfrentamento à criminalidade e também de transformação social.

Veja gráfico abaixo do Observatório da Violência Letal Intencional, juntamente com a UFERSA,


Veja como é e quanto dura o curso de medicina em 15 países e no Brasil


A proposta do governo federal de ampliar a duração dos cursos de medicina no Brasil pode fazer com que o país passe a exigir no mínimo oito anos de estudo e prática dos estudantes para que eles consigam o diploma e o registro profissional de médico. O novo currículo aproxima o Brasil de países como Estados Unidos e África do Sul como os que exigem o maior período até que um médico seja permitido a exercer a profissão, segundo levantamento feito pelo G1 das regras de formação na área em 15 países.
Em todos eles, o curso de medicina é um dos mais compridos, exigentes e concorridos --em nenhum dos casos é possível se formar com menos de seis anos de estudos, como é a realidade brasileira atual. Além disso, todos preveem que, antes de receber o diploma e o registro profissional, o médico em formação tenha algum tipo de prática e contato com pacientes, sob o acompanhamento de professores e médicos já formados.
Quanto duram os cursos de medicina no Brasil e em 15 países (Foto: Editoria de Arte/G1)
Essa parte do curso é conhecida como "clínica" e em geral acontece dentro do hospital, onde os alunos, orientados pelas universidades, são confrontados com diversos casos médicos e demonstram seu conhecimento sobre como diagnosticá-los e tratá-los. Antes da obtenção do diploma, parte dos países exige algum tipo de estágio nos moldes do divulgado pelo governo neste mês. Em alguns deles, esse trabalho é feito no formato de serviço social comunitário (veja a tabela ao lado).
O levantamento considera apenas as fases obrigatórias para que o estudante receba o registro de médico. Em todos os casos, após essa etapa, os profissionais ainda seguem estudando em programas de residência (ou internato, termo usado em Portugal) e outros cursos de especialização e pós-graduação.
Modelos semelhantes
Os dois casos citados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, como inspiração para o novo modelo brasileiro são o Reino Unido e a Suécia, que exigem no mínimo sete anos de preparação para a profissão médica.
Nas escolas britânicas, o curso é dividido em dois ciclos: no primeiro os estudantes têm aulas teóricas e práticas. No segundo, chamado Programa de Fundação, eles são alocados em clínicas e hospitais e, durante dois anos, sempre sob supervisão, demonstram terem aprendido os fundamentos ensinados na escola. Ao fim do primeiro ano, os supervisores do aluno decidem se ele está apto a receber o registro definitivo. Essa fase é administrada pelo Serviço Nacional de Saúde do país.
Na Suécia, os cinco anos e meio de faculdade são divididos em dois anos e meio de ciclo préclínico e três anos do ciclo clínico. Antes de se formarem, porém, os estudantes fazem um estágio com duração de 18 meses.
Outros países onde o estudante leva pelo menos sete anos para conseguir se tornar médico são Chile, Grécia e Rússia.
Graduação mais curta no Brasil
Em entrevista ao G1, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a inspiração tirada dos demais países foi "a ideia de implantar dois anos de concentração na atenção básica em saúde e na urgência e emergência, e que esses dois anos aconteçam no final da formação".
Segundo ele, o fato de o Brasil passar a ter uma das formações mais longas entre alguns dos principais países do mundo não significa que o currículo não possa ser alterado no futuro. "No modelo inglês, primeiro eles implantaram os dois anos de serviço e depois começaram a reduzir o primeiro ciclo", disse.
Ainda de acordo com o ministro, as regras do estágio ainda deverão ser detalhas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nos próximos meses. Existe a possibilidade, por exemplo, de que os dois anos de formação possam contar como um ano de residência ou pós-graduação. Segundo ele, os anos extras na graduação poderão, assim, ser descontados no futuro.
saiba mais
Duração do curso de medicina subirá de 6 para 8 anos a partir de 2015
Revalida, exame para médicos de fora, será aplicado a alunos do Brasil
Serviço social
Na Grécia, sete anos é a duração da formação em alguns casos, já que a fase de trabalho antes do diploma só é compulsório para os estudantes que desejam atuar em hospitais e serviços públicos. Nesse caso, eles precisam passar por um período de estágio em áreas rurais do país. Quem pretende atuar apenas em clínicas privadas não precisam passar por isso.
Além da Grécia, o Egito também exige que todo estudante de medicina atue na área durante um ano antes de conseguir o registro. No caso egípcio, o trabalho é feito em hospitais mantidos pelo governo.
Na Alemanha, o governo tem incentivado propostas de inovação e flexibilização no currículo. Por isso, o estágio obrigatório dos estudantes na área de enfermaria, que dura cerca de três meses, não precisa ser a última etapa antes da formatura.
No último ano dos cursos de medicina da África do Sul, os estudantes de medicina, assim como os que estão matriculados em qualquer curso na área da sáude, precisam cumprir o Serviço Comunitário Compulsório (CCS, na sigla em inglês). Esse programa foi instituído no fim da década de 1990 para suprir a falta de profissionais da área em várias partes do país e é mantido pelo Departamento de Saúde do governo do país. No total, os aspirantes sul-africanos a médicos levam oito anos para começar a exercer a profissão.
No modelo inglês, primeiro eles implantaram os dois anos de serviço e depois começaram a reduzir o primeiro ciclo"

Medicina como pós-graduação
Nos EUA, o curso de medicina só é oferecido no nível de pós-graduação --é um dos poucos países onde isso acontece. Por isso, um estudante interessado em se tornar médico no país precisa, primeiro, fazer um curso de graduação (conhecido por lá como "undergraduate") que contemple os requisitos para o acesso a uma escola de medicina, como aulas de ciência.
Além disso, as universidades selecionam seus alunos com base em outros quesitos, como atividades extracurriculares. A duração da etapa que precede a formação médica de fato, na grande maioria dos casos, é de quatro anos.
Depois, os estudantes passam dois anos em salas de aulas e laboratórios e outros dois conhecendo a profissão de perto, em hospitais, antes de seguirem para a residência. No total, oito anos são necessários.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Lula diz que está 'lascado', mas que ainda tem força como cabo eleitoral


MARINA DIAS BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Com a possibilidade de uma condenação impedir sua candidatura em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta segunda (9), um discurso inflamado contra a Lava Jato, no qual disse saber que está "lascado", exigiu um pedido de desculpas do juiz Sergio Moro e afirmou que, mesmo fora da disputa pelo Planalto, será um cabo eleitoral expressivo para a sucessão de Michel Temer. Segundo o petista, réu em sete ações penais, o objetivo de Moro é impedir sua candidatura no ano que vem, desidratando-o, inclusive, no apoio a um nome alternativo, como o do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), caso ele não possa concorrer à Presidência. "Eu sei que tô lascado, todo dia tem um processo. Eu não quero nem que Moro me absolva, eu só quero que ele peça desculpas", disse Lula durante um seminário sobre educação em Brasília. "Eles [investigadores] chegam a dizer: 'Ah, se o Lula não for candidato, ele não vai ter força como cabo eleitoral'. Testem", completou o petista. Para o ex-presidente, Moro usou "mentiras contadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público" para julgá-lo e condená-lo a nove anos e seis meses de prisão pelo caso do tríplex em Guarujá (SP). O ex-presidente disse ainda não ter "medo" dos investigadores que, de acordo com ele, estão acostumados a "mexer com deputados e senadores" que temem as apurações. "Eu quero que eles saibam o seguinte: se eles estão acostumados a lidar com deputado que tem medo deles, a mexer com senadores que têm medo deles, quero dizer que tenho respeito profundo por quem me respeita, pelas leis que nós ajudamos a criar, mas não tenho respeito por quem não me respeita e eles não me respeitaram", afirmou o petista. De acordo com aliados, Lula não gosta de discutir, mesmo que nos bastidores, a chance de não ser candidato ao Planalto e a projeção do nome de Haddad como plano B do PT tem incomodado os mais próximos ao ex-presidente. O ex-prefeito, que estava no evento nesta segunda, fez um discurso rápido, de menos de dez minutos, em que encerrou dizendo esperar que Lula assuma a Presidência em 2019. "Espero que dia 1º de janeiro de 2019 esse pesadelo chamado Temer acabe e o senhor assuma a Presidência da República", disse Haddad. 'DEMÔNIO DO MERCADO' Lula voltou a fazer um discurso mais agressivo em relação ao mercado e disse que "não tem cara de demônio", mas quer que o respeitem "como se fosse". "Não tenho cara de demônio, mas quero que eles me respeitem como se eu fosse, porque eles sabem que a economia não vai ficar subordinada ao elitismo da sociedade brasileira", disse o ex-presidente. O petista rivalizou ainda com o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), segundo colocado nas últimas pesquisas empatado com Marina Silva, e disse que se ele "agrada ao mercado", o PT tem que "desagradar". A Folha de S.Paulo publicou nesta segunda (9) reportagem em que mostrou que o deputado ensaia movimento ao centro no debate econômico, adotando um discurso simpático aos investidores do mercado financeiro.