quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

XAROPE AMARGO

Cresci na vida, e feliz por não me esquecer do passado. Tanto que, nesses tempos chamados modernos houve diferenças substanciais no comportamento humano.
Remédios e fortificantes, hoje, não têm mais gosto e cheiro ruim, e as temíveis injeções de Eucaliptine anticatarral, a base de óleo de eucalipto, e Linfogex anti-infeccioso doem muito menos do que o sofrimento decorrente da exploração do homem pelo homem, e a violência criminosa contra inocentes.
Como se denominar de “mundo moderno” quando a violência incontida e selvagem mata covardemente, destruindo famílias em proveito de nada?
Antigamente o homem lutava pela prevalência de um ideal de vida daí a diversidade da burguesia, capitalismo e o marxismo. Hoje a violência não se escora em qualquer ideologia ou credo, nem justificativa para tal.
Mata-se a sangue frio, sem por motivo fútil, metralhando quem aparecer pela frente. Sejam pobres, ricos, de qualquer cor, religião ou ideologias, assassinados fria e premeditadamente na fome insaciável e encolerizada do prazer de matar por matar!
E por que essa hecatombe vem acontecendo nos dias atuais?
Pela facilidade na aquisição, por vias legais ou ilegais, de modernas armas letais, criminosamente omitidas pelos poderes públicos, tradicionais parceiros do poderio econômico-financeiro das indústrias bélicas mundiais. Qualquer pessoa compra, facilmente, o tipo de arma desejada ceifando vidas indefesas.
De nada adiantará restrições legais às pessoas, algumas se escudando passar por loucos, sem haver limites rígidos à fabricação acelerada e descontrolada de temíveis armas de fogo.
Este, o xarope amargo que todos nós temos que tomar goela à dentro, sem pestanejar ou fazer careta. Até porque, o vírus da doença, matar por matar, pode levar qualquer um ser a próxima vítima, sem xarope amargo que cure a criminosa falta de segurança dos dias atuais.